Diferença entre Canalização e Incorporação
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Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Recebi muitas dúvidas sobre o que é canalização, como ela funciona, o que é incorporação e qual a diferença entre essas formas de mediunidade. Por isso, trago este esclarecimento para desmistificar um...
Recebi muitas dúvidas sobre o que é canalização, como ela funciona, o que é incorporação e qual a diferença entre essas formas de mediunidade. Por isso, trago este esclarecimento para desmistificar uma questão que realmente não é comum para muita gente. A ideia é organizar esse entendimento de forma simples, preservando o que é essencial para que possamos distinguir uma coisa da outra.
Eu sou Carlos de Oliveira, criador da rede social Missionários de Xã, um grupo de partilha e união entre pessoas com o objetivo de trazer para a humanidade um pouco mais de conhecimento para o seu despertar espiritual e para o seu despertar consciencial. Dentro desse propósito, muitas vezes surgem perguntas que não dá para responder individualmente a todos. Então, quando um tema mobiliza tantas dúvidas, vale a pena aprofundar e colocar cada conceito no seu devido lugar.
Para entender a canalização, primeiro é preciso entender a psicofonia
Para conhecer a canalização, primeiro temos que entender o que é a mediunidade de psicofonia. Todos nós temos alguns parapsiquismos, uns mais latentes, outros mais guardados, mas a verdade é que todos nós, em algum grau, temos algum parapsiquismo. Pode ser intuição, um pouco de evidência, um pouco de clarividência, sonhos premonitórios, telecinese e uma série de questões que podemos estar usando no dia a dia, às vezes sem perceber.
A psicofonia é um desses parapsiquismos. A psicofonia é aquilo que chamamos de incorporação no nosso dia a dia. Para relembrar isso, precisamos voltar ao kardecismo, à codificação de Allan Kardec, que tratou de codificar o espiritismo utilizando-se de médiuns que já existiam e que certamente existem desde tempos remotos.
Podemos dizer que a maioria dos livros ditos sagrados são psicografados, são mediunizados de alguma maneira, mas isso foi codificado por Allan Kardec. É nesse ponto que passamos a entender com mais clareza o que é a incorporação e o que é a psicofonia. Mais tarde, nos tempos atuais, também conhecemos esse fenômeno através das religiões afro-brasileiras, como a Umbanda, e também através do próprio espiritismo.
O que acontece na incorporação
Quando vamos aos centros, percebemos aqueles médiuns que estão incorporando, estão com guias. O processo da psicofonia mostra que a consciência extrafísica, a entidade que está presente, acaba incorporando através de um processo anímico mesmo. Existe a aproximação da entidade e existe um acoplamento energético entre a consciência extrafísica e o médium.
Esse processo pode chegar até a perda total da consciência do médium, quando a consciência extrafísica, essa entidade, acaba tomando cem por cento do corpo daquele médium. Também pode acontecer de forma semilúcida ou de forma totalmente lúcida para a pessoa que está incorporando. Tudo depende do médium.
Quanto menos poder de decisão tem o médium, ou quanto maior a autoridade da entidade, isso não é muito bom para o médium. Isso quer dizer que existe um mecanismo mediúnico ali que precisa de um pouco mais de energia por parte da entidade para tirar aquela consciência e evitar que ela interfira no processo mediúnico. Costumamos dizer que, se o médium é totalmente lúcido durante uma incorporação, ele já está mais preparado energeticamente, emocionalmente e até espiritualmente para estar fazendo esse trabalho.
Esse é o trabalho da mediunidade ligado à psicofonia. Isso foi utilizado e ainda é utilizado em grande parte do mundo, maioritariamente no Brasil. Aqui temos muito contato com fenômenos ligados à religião, à espiritualidade e ao espiritismo, e por isso acabamos convivendo mais de perto com esse tipo de manifestação.
O surgimento da ideia de canalização
A partir da Segunda Guerra Mundial, justamente quando começam a aparecer os OVNIs, os Foo Fighters e os contatos extraterrestres, através de George Adamski e outros, começou-se a falar de canalização. A canalização é um processo diferente. É um processo mais sutil, utilizado por energias, por consciências mais sutis.
Para entender isso, precisamos compreender um pouco o que são dimensões ou densidades. Nós temos a crosta terrestre, onde estamos nós, seres humanos encarnados, numa dimensão física chamada terceira dimensão. Paralela a essa dimensão existe o plano astral, ou quarta dimensão, ou quarta densidade.
Hoje, como se fala muito de física quântica, está desaparecendo o nome dimensão e começando a aparecer a densidade, que passa a ser mais lógico. Temos que entender que a matéria é energia condensada. Então, quanto menos condensada ela está, mais sutil ela se encontra, em dimensões diferentes ou densidades diferentes.
Dimensões, evolução e contato com outros seres
Usando ainda a terminologia de dimensão, nós, exatamente aqui agora, sem nossos corpos físicos, estamos na quarta dimensão, estamos no plano astral. Porém, há dimensões muito superiores, cada uma na sua camada, e existem dimensões e subdimensões dentro de cada dimensão. Nesses níveis, os seres vão estando cada vez mais evoluídos, porque, quanto mais evoluídos e quanto mais espertos nós estamos, mais próximos de dimensões superiores vamos alcançando.
Não são tarefas fáceis. Esse é o nosso projeto de vida. Não há nada de certo ou errado. Cada um está na dimensão em que tem que estar, para aprender aquilo e vivenciar aquilo dentro daquela dimensão.
Entendendo que existem dimensões diferentes, entramos na parte dos seres de outros planetas, de outras órbitas, de outras estrelas, de outros sistemas solares. É preciso entender esse conceito: seres de outras localidades, que são os coordenadores do projeto que vivemos hoje no planeta Terra, nos acompanham desde a criação do planeta e se fazem presentes conosco através de suas tecnologias, através de suas manifestações físicas ou extrafísicas.
O que diferencia a canalização da psicofonia
É como se tivesse sido habilitado no DNA humano, a partir desse momento da Segunda Guerra Mundial, um contato maior com esses seres. Algum fator dentro do nosso DNA teria permitido que passássemos a ter a possibilidade de canalizar. A canalização, então, é um processo não anímico. É um processo de acoplamento, de acoplamento áurico, ou até de paratecnologia, tecnologias do plano paralelo, utilizadas para passar informações e mensagens desses seres de maiores dimensões, de maior harmonia, de maior contato com o divino.
Esses seres não têm compatibilidade com o nosso campo energético. Por isso, eles não podem se servir do padrão de acoplamento da psicofonia. Então não é possível, por exemplo, um ser multidimensional, desses que trafegam entre dimensões e trafegam entre espaço e tempo muito simplesmente, vir ao planeta Terra para se comunicar usando incorporação da forma como conhecemos na psicofonia.
Seres que vêm de outras galáxias, outras órbitas, ou o que seja, acabam utilizando essa técnica que é a canalização. Essa é a diferença central. Na psicofonia, há incorporação por uma consciência extrafísica através de um processo anímico e com acoplamento energético que pode levar à perda de consciência do médium. Na canalização, o processo é mais sutil, não anímico, e acontece por acoplamento áurico ou por paratecnologia, justamente porque esses seres têm um padrão diferente do nosso campo energético.
Todos nós temos possibilidade de canalizar
Uma pergunta importante é esta: se sou médium, tenho condição de trabalhar canalização? Todos nós temos possibilidade de canalizar, porque todos nós temos algum grau de medianidade. Não é uma condição restrita a poucos, nem algo separado da realidade dos nossos próprios parapsiquismos.
Os dois objetivos podem ser utilizados. Se todos temos algum grau de mediunidade, então todos temos, em alguma medida, essa possibilidade. O ponto principal é compreender a natureza de cada processo, sem confundir incorporação com canalização, porque embora ambos estejam no campo da mediunidade, não funcionam da mesma forma.
Sejamos Luz.
Fonte de referência: Video — Wikipédia
Perguntas Frequentes
O que é canalização?
Canalização é quando a pessoa acredita receber ideias, mensagens ou inspirações de uma fonte espiritual ou intuitiva. Em geral, ela mantém mais consciência do que está acontecendo e costuma relatar a experiência de forma mais controlada.
O que é incorporação na psicofonia?
Incorporação, ou psicofonia, é uma forma de mediunidade em que a comunicação espiritual acontece por meio da fala do médium. Nesse caso, a pessoa pode sentir maior influência na voz, no jeito de falar ou na expressão, variando conforme a prática.
Qual é a principal diferença entre canalização e incorporação?
A principal diferença está no grau de participação do médium e na forma da comunicação. Na canalização, a transmissão costuma ser mais mental e consciente; na incorporação, a manifestação tende a ser mais expressiva e verbal.
Essas experiências significam a mesma coisa para todas as pessoas?
Não, porque a forma como cada pessoa vive essas experiências pode variar bastante. O mais importante é observar o contexto, a sensibilidade individual e a prática espiritual de cada tradição.