Bate Papo sobre Espiritualidade - Perguntas e Respostas

Categoria: Video

Por Carlos de Oliveira (Shietnar)

Bate Papo sobre Espiritualidade - Perguntas e Respostas

Estivemos reunidos no Espaço de Flor, em Petrópolis, dentro dessa intenção de crescimento, trocando ideias sobre espiritualidade e abrindo espaço para perguntas e respostas. Eu gosto de frisar que não...

Estivemos reunidos no Espaço de Flor, em Petrópolis, dentro dessa intenção de crescimento, trocando ideias sobre espiritualidade e abrindo espaço para perguntas e respostas. Eu gosto de frisar que não sou nenhum mestre, não sou nenhum guru. Sou apenas um trabalhador da luz, alguém que iniciou suas atividades cedo e que segue aprendendo e servindo. Por isso mesmo, algumas respostas podem vir de uma percepção pessoal e outras podem fluir como canalização, e eu deixo isso acontecer com simplicidade.

Quando uma pergunta toca em assuntos profundos, eu procuro ir por partes. Há temas que são amplos demais para serem tratados de forma rasa, e por isso eu prefiro começar pelo que pode ser compreendido com mais clareza. Foi assim ao falar de origem, de origem estelar, de humanidade e dos processos que estamos vivendo agora. Tudo isso se conecta com a transição planetária e com a própria busca que todos nós temos por entender de onde viemos.

Origem estelar e o planeta Terra como escola

Quando eu falo de origem, eu digo que todos nós somos extraterrestres. Ninguém foi criado no planeta Terra. A Terra é um planeta escola, um planeta onde estamos vivenciando jornadas reencarnatórias com a intenção de experienciar a criação e vivenciar Deus, porque somos centelhas divinas. Somos a manifestação de Deus em cada instante e em cada momento de nossa existência.

A partir daí surgem muitas concepções sobre bem, mal, certo e errado. Eu vejo isso como concepções ocidentais. Quando se observa por outro ângulo, percebe-se que tudo é experiência. A Terra é um planeta relativamente novo, um bebezinho dentro do nosso sistema, e a própria galáxia ainda é um bebê em termos maiores.

Dentro dessa longa história existem ciclos planetários. Já tivemos o ciclo Lemuriano e depois o ciclo Atlante. Passa-se um ciclo, a espécie evolui, a humanidade evolui, atinge um ápice e então ocorre um reset através de uma transição planetária. Isso já aconteceu e está acontecendo conosco agora, porque já entramos nesse processo chamado transição planetária.

Essa transição não acontece de um dia para o outro. Vão se formando condições até que, num momento específico, determinadas mudanças se manifestem com mais força. Já percebemos desencarnes em massa por fenômenos naturais e por outras vias. Isso sempre houve, mas agora parece maior, e esse cenário faz parte desse movimento de transição.

Por que tantas consciências estão aqui agora

Eu disse que a grande maioria das consciências encarnadas neste momento no planeta Terra não é originalmente humana da Terra. Cerca de 90% a 95% das consciências encarnadas são extraterrestres, vindas de sistemas muito parecidos com o nosso, com uma condição consciencial muito semelhante à nossa. Estamos aqui presentes para vivenciar o momento da transição.

Quando se olha para o crescimento da população humana nos últimos séculos, isso chama atenção. Passamos de cerca de 2 bilhões para 8 bilhões de encarnados, e ainda se soma a isso uma quantidade enorme de consciências extrafísicas. Essas consciências não vieram do nada. Há uma razão para essa presença tão intensa agora, e ela está ligada ao momento planetário que estamos atravessando.

Por isso tanta gente sente saudade de algum canto, um saudosismo, uma tristeza profunda, uma dificuldade de adaptação ao plano terrestre. Muitos entram em depressão porque sentem que vieram de uma cultura diferente, de uma família estelar diferente, ainda que isso não signifique, necessariamente, a sua origem estelar primária. Às vezes a consciência passou seus últimos ciclos ou seu último milênio em outro sistema, e isso ainda vibra nela como memória e sensação.

Também é preciso ter cuidado com a ideia de “ser de Órion”, “ser pleidiano” ou qualquer outro rótulo. Esses sistemas são imensos. Não se pode falar de um sistema inteiro como se todos ali fossem iguais. Pode haver seres muito elevados em um ponto e, em outro, consciências parecidas conosco ou até em condição pior. O mesmo vale para o nosso sistema solar: não podemos simplificar tudo como se fosse uma coisa só.

Origem primária, essência e retorno ao lar

Quando se fala em origem estelar, o sentido mais profundo não é esse orgulho de pertencer a um nome ou a um sistema. O que buscamos é a origem primária, o primeiro sistema estelar em que nos manifestamos como consciência individualizada. Essa busca aparece muito associada à ideia de volta ao lar, algo que toca muita gente.

Para mim, a nossa essência é a nossa origem. A nossa consciência tem uma origem primária, mas retornar é retornar a essa essência, a essa condição. Isso é mais importante do que fixar a mente em um ponto geográfico do cosmos. Estamos tentando compreender com a mente tridimensional aquilo que, mais adiante, vai além de espaço e tempo.

Talvez ainda não entendamos isso plenamente, mas chegará um momento em que nenhuma localização será necessária. Quando voltarmos a nos juntar em nossas mônadas e depois à fonte criadora, já não fará sentido pensar em lugar, nome ou distância. Serão consciências, e isso amplia completamente a forma como entendemos origem.

Mesmo assim, não está errado procurar um ponto de início. Essa é uma busca antiga da consciência. Faz parte do aprendizado, alimenta o entendimento e ajuda cada um a organizar internamente o que sente e o que intui sobre si mesmo.

Como se formou a humanidade

Essa questão foi uma das grandes perguntas que levantei na minha vida, e recebi orientações do meu mentor, Crianteon, um ser estelar. Isso me ajudou num momento em que havia muitas informações contraditórias. Existem teorias muito diversas, muitas vezes antagônicas, e a humanidade acaba se dividindo conforme escolhe em que acreditar.

Há quem acredite em extraterrestres do bem e extraterrestres do mal. Esse é um ponto forte dentro desse debate. A ufologia mais pragmática costuma defender que seres extraterrestres podem ter grande evolução tecnológica sem necessariamente terem evolução espiritual, e que poderiam se fazer presentes em quaisquer planetas. Só que, para a espiritualidade e para a fonte criadora, não existe caos no sentido em que se fala por aí. Tudo é minimamente controlado e monitorado.

Por isso, eu não vejo possibilidade de uma humanidade como a nossa simplesmente ser escravizada por um ser extraterrestre que chega e impõe isso. Se isso fosse possível, já teria acontecido há muito tempo, quando não havia qualquer condição de defesa humana. E se já tivesse acontecido, por que esses seres sairiam? Existe uma ordem dentro de todo esse contexto.

Dentro do processo de criação do planeta Terra, quando ele se tornou habitável, instalou-se aqui um projeto. Eu digo que a Terra, dentro da natureza existente, é artificial porque foi criada. Tudo é natural, mas alguém colocou. A fonte criadora criou a existência, e já havia seres de extrema evolução e pureza atuando para que os projetos acontecessem. O planeta Terra, assim como infinitos outros planetas, é um projeto de manifestação dessas consciências.

Nossos corpos são biologicamente formados e biologicamente construídos. Quando o planeta esteve em condições para a manifestação de consciências de nível pensante, instalou-se o corpo humano e então vieram as almas, as consciências, para habitarem esses corpos. Por isso nunca será encontrado o elo perdido. As evoluções animais anteriores eram uma coisa, e o homo sapiens é outra.

Já houve outras civilizações no planeta, e não somente humanas. A própria ciência atual já permite perceber que existiram seres que interatuaram com o ser humano em épocas remotas, com corpos físicos diferentes. Isso não desconecta uma coisa da outra. Dentro de todo esse processo há mentores planetários e um comando planetário organizando as encarnações e não permitindo desordem.

Extraterrestres, conspiração e o caminho sóbrio

Se nós, com a tecnologia atual, mal podemos pensar em chegar a Marte, e ainda assim em uma condição extremamente limitada, isso já diz muito sobre o assunto. Há lugares do nosso próprio sistema solar que continuam inimagináveis para a raça humana alcançar com as tecnologias existentes, porque a física não permite. Não será com a tecnologia atual que se controlará um buraco de minhoca para fazer dobra de espaço-tempo.

No momento em que uma civilização consegue isso, ela já não está mais em terceira dimensão. Já saltou para uma quinta dimensão. E quem estará em quinta dimensão? Não serão seres trevosos. Serão irmãos cujo amor e fraternidade sejam princípios básicos de sua existência. Isso é elevação vibracional.

Se é assim, então os seres verdadeiramente estelares que chegam à Terra em missão são irmãos de luz. São consciências com o mínimo sentido de fazer algo pelo bem da humanidade. Isso descarta a ideia de extraterrestres do mal dentro dessa atuação estelar verdadeira sobre o planeta.

Eu também tenho muito cuidado com teorias da conspiração que circulam por aí, principalmente quando se apoiam em poucas fontes e se tornam sensacionalistas. Muita coisa deturpa a história e tira as pessoas do caminho da espiritualidade, do caminho sóbrio, do despertar de consciência. A pessoa começa a duvidar de tudo, se perde entre verdade e mentira e acaba se afastando do seu verdadeiro processo de despertar.

Existe manipulação, existe confusão, existe informação forjada e existe também desacreditação do que pode ser real. Isso gera um sistema de manipulação mental e racional que deixa muitos perdidos. Por isso é importante buscar fontes mais sóbrias, sem fantasia e sem sensacionalismo, usando a racionalidade para entender o mecanismo da evolução.

Crianças índigo e a experiência fora do corpo

Quando falo de crianças índigos, cristais e diamantes, eu trato isso de forma simples. São consciências de um grau consciencial um pouco melhor, geralmente com missões. São consciências mais lúcidas que vieram ao planeta com a intenção de melhorar a energia planetária, a vibração planetária e o conhecimento.

Uma criança índigo tende a se destacar a partir da adolescência, trazendo mediunidade mais aberta, parapsiquismo aflorado e conhecimento em áreas importantes da humanidade. As subdivisões como cristal e diamante são divisões de gerações. Sempre existiu uma certa quantidade dessas consciências no planeta, mas nos tempos atuais chegaram ondas, especialmente a partir dos anos 60, com características diversas.

Esses índigos do passado hoje são adultos, e geralmente estão com alguma missão, ajudando no despertar de consciência. Mas não existe regra rígida. Eles não vêm prontos no sentido de já estarem com tudo desperto; vêm com a bagagem, com a capacidade, com o potencial. Depois precisam abrir essa mala e usar essas ferramentas.

Também não se pode dizer que apenas eles cumprem papéis elevados. Há pessoas que não são índigos e atuam muito melhor do que muitos índigos. O ambiente pode influenciar no desenvolvimento humano, mas não determina tudo. Já vimos consciências que saíram de ambientes muito difíceis e se destacaram de maneira extraordinária, e outras que nasceram em lares estruturados e seguiram por outro caminho.

Sobre experiência fora do corpo, esse é um tema muito importante. Quando uma pessoa passa por uma EQM, uma experiência quase-morte, isso costuma transformar profundamente a sua visão de vida. Ela passa a ter certeza da vida após a vida e da nova oportunidade que está recebendo. Tudo muda: a concepção de vida, a concepção do divino, a forma de pensar e de sentir a existência.

Essas experiências mostram de maneira muito forte que a consciência não se reduz ao corpo físico. E quando alguém retorna de uma vivência assim, traz consigo não apenas a lembrança do que aconteceu, mas uma mudança real no modo de viver. Isso, por si só, já diz muito sobre quem somos e sobre o caminho que estamos percorrendo.

Fonte de referência: Video — Wikipédia

Perguntas Frequentes

O que foi discutido nesse bate-papo sobre espiritualidade?

O encontro abriu espaço para trocar ideias, refletir sobre crescimento pessoal e conversar de forma leve sobre espiritualidade. Também houve um momento dedicado a perguntas e respostas, para aproximar o tema da vida real.

Esse bate-papo foi voltado apenas para pessoas experientes no assunto?

Não. A proposta foi justamente criar um ambiente acessível, onde qualquer pessoa pudesse participar e aprender. A ideia era conversar sem formalidade e sem a necessidade de conhecimento prévio.

Quem conduziu essa conversa?

A fala partiu de alguém que se apresenta como trabalhador da luz, sem se colocar como mestre ou guru. O foco foi compartilhar vivências e abrir um diálogo sincero com o público.

Onde aconteceu o encontro mencionado no artigo?

O bate-papo aconteceu no Espaço de Flor, em Petrópolis. O local foi apresentado como um espaço de troca, acolhimento e crescimento coletivo.