O que é Projeção Astral, Sonho Lúcido e Paralisia do Sono

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Por Carlos de Oliveira (Shietnar)

O que é Projeção Astral, Sonho Lúcido e Paralisia do Sono

Eu quero falar sobre projeção astral, sonhos lúcidos e essas questões que ainda geram muita dúvida. Tenho que dizer que a projeção da consciência, principalmente quando é lúcida, é uma das maiores e m...

Projeção da consciência como ferramenta de reconhecimento espiritual

Eu quero falar sobre projeção astral, sonhos lúcidos e essas questões que ainda geram muita dúvida. Tenho que dizer que a projeção da consciência, principalmente quando é lúcida, é uma das maiores e melhores ferramentas que nós temos de reconhecimento e de conhecimento da espiritualidade. Se nós entendermos isso e buscarmos compreender o fenômeno, acabamos encontrando algo muito simples: todos nós, independente de religião, crença ou filosofia de vida, em algum momento já tivemos uma oportunidade de nos encontrar nessa condição.

A projeção astral tem muitos nomes. Dependendo da filosofia, da crença e da origem dos estudos, ela pode ser chamada de viagem astral, projeção astral, projeção da consciência ou emancipação da alma. No Livro dos Espíritos se fala sobre emancipação da alma, e há diversos outros nomes por aí. Eu gosto muito da terminologia projeção da consciência, porque me parece o nome mais semelhante com a realidade.

Quando eu falo em projeção da consciência, estou dizendo que a consciência, aquilo que nós somos, tem a capacidade de se projetar do nosso corpo físico. Todos os seres vivos saem do seu corpo físico, projetam-se para fora dele. Isso é quase um item obrigatório, seja durante o período noturno ou diurno, dependendo da pessoa, para que haja uma recuperação de energia cósmica. Quando o corpo físico descansa e as ondas cerebrais diminuem, o corpo relaxa na sua maior possibilidade de relaxamento, e o corpo astral acaba se despegando do corpo físico.

O desdobramento do corpo astral e a recarga energética

Esse corpo astral, que também pode ser chamado de psicosoma, perispírito, corpo espiritual ou corpo psíquico, acaba se despegando do corpo físico no mesmo processo, ainda que com nomes diferentes. Na grande maioria das vezes, para aqueles que não se projetam de modo mais amplo, ele não vai muito além do corpo. Sai pelo menos cinco a dez centímetros e fica ali, próximo ao corpo físico, em oscilações e variações que acabamos percebendo em sonhos lúcidos ou em imagens oníricas.

Imagens oníricas são aquelas imagens fantásticas, fantasiosas, como ver um coelho voando ou um sapo andando de bicicleta. Com essa pequena saída, nosso corpo astral fica mais exposto ao plano astral e recebe uma carga de energia cósmica. É assim que nosso corpo energético recarrega a bateria para o próximo dia. Por isso, muitas vezes a pessoa acorda cansada, como se não tivesse descansado nada, como se tivesse trabalhado a noite inteira.

O ambiente em que estamos pode influenciar a forma como recarregamos nossa energia. Se estamos num quarto denso, com muitos obsessores, e não fizemos os exercícios de movimentação energética para desacoplamento e limpeza, ficamos expostos ao que existe no ambiente físico e também ao ambiente extrafísico que se sobrepõe ao nosso. Quando não fazemos a movimentação básica de energias, principalmente a circulação fechada ou a exteriorização da energia, ficamos totalmente abertos àquilo que está ali.

O cordão de prata e a diferença entre encarnado e desencarnado

Quando o corpo espiritual se projeta para fora do corpo físico e sai de um raio de quatro metros, aparece um elemento importante: o cordão de prata. O que nos conecta à vida física é esse feixe energético. À medida que vamos nos despegando, o corpo energético também vai se despegando e afinando, deixando um rastro, uma conexão entre o corpo espiritual e o corpo físico. Esse é o famoso e antigo cordão de prata.

Muitos fatos históricos falam desse mesmo processo como estar “em espírito”, viajar em espírito, falar com anjos em espírito ou visitar lugares em espírito. O que diferencia um ser encarnado projetado de um ser desencarnado é justamente esse cordão de prata. Ele sustenta o nosso corpo espiritual por meio do corpo energético e do corpo físico. É uma pergunta muito comum: e se alguém cortar esse cordão?

Irmãos, isso não existe. Não existe risco nenhum em fazer uma projeção astral. Não existe quem consiga fazer isso em outra pessoa. O que existe é uma condição muito específica de seres de evoluidíssima consciência que, com autorização de mentores, decidem se desconectar da fisicalidade e seguir seu caminho espiritual. Mas isso é outra realidade, muito distante da experiência comum de quem está aprendendo sobre projeção.

Por que nos lembramos apenas de fragmentos

Todo ser vivo tem condição de se projetar conscientemente e, majoritariamente, inconscientemente. Os animais também têm suas projeções astrais. Quando estamos no plano astral, podemos nos deparar com animais terrenos em suas próprias projeções. Às vezes, se o nosso cachorrinho ou gatinho estiver projetado e nós estivermos lúcidos, podemos até interagir com ele, embora provavelmente ele esteja num estado sonambúlico e não compreenda muito bem o que está acontecendo, assim como nós muitas vezes não compreendemos.

Muita gente pergunta por que não se lembra da projeção. Não nos lembramos, em primeiro lugar, porque saímos de um estado tridimensional de fisicalidade e vamos para uma dimensão em que existe possibilidade de ampliação gigantesca da consciência. Tudo tem muito mais vida, muito mais cores e uma quantidade enorme de informação. Além disso, o espaço-tempo é diferente, e o que parece ter durado horas pode corresponder a poucos minutos fora do corpo físico.

Nosso cérebro físico não tem capacidade de fazer o download de toda essa informação. Temos um corpo mental, esse corpo mental vai para o corpo espiritual, entra no paracérebro, e se comunica com o cérebro físico por meio do corpo energético. Há várias camadas nessa comunicação, e a limitação do cérebro físico, por ser muito mais denso, impede que toda a experiência seja trazida integralmente. Por isso conseguimos captar apenas fragmentos.

Esses fragmentos aparecem como lembranças soltas: eu estava voando, vi minha mãe falecida, vi meu pai falecido, tive uma experiência com um tio que faleceu. Sabemos que aconteceu alguma coisa, mas não conseguimos trazer à memória atual a experiência completa. Isso acontece com a grande maioria das pessoas, inclusive com aquelas que se projetam todos os dias e permanecem perto do corpo físico, no quarto ou na casa. Ainda assim, a projeção astral nos dá condição de visitar outras cidades, outros estados, outros países, outros mundos, a quarta dimensão e também dimensões superiores.

Naturalidade do fenômeno e responsabilidade no uso

Isso não é um dom e não é uma mediunidade. É um fator parapsíquico inerente a todos os seres humanos. Infelizmente, muitos retraem essas experiências por medo, dizendo que a pessoa vai sair e não vai voltar, ou que vai encontrar algo ruim ou algo que não é de Deus. Mas isso é natural. Se todo mundo tem essa condição, o mais natural é que, por meio do autoconhecimento, façamos esforços para compreendê-la melhor e praticá-la de modo consciente.

Existem técnicas e um estudo científico profundo sobre exercícios que podem ajudar nessa capacidade. Através dessas práticas, a pessoa pode deitar, relaxar, movimentar energias, entrar no estado vibracional e sair conscientemente, totalmente lúcida, sem lapso de memória. Ela se levanta, o corpo astral se desconecta, dá-se um empurrão no corpo astral e vai-se além dos quatro ou cinco metros. A partir daí, o universo espera.

Mas se isso fosse tão fácil e tão simples, poderia ser usado negativamente. Houve investimento pesado nisso, inclusive por governos, com interesse em utilizar projeções conscientes para obter informações. Também surgiram pesquisas no campo da parapsicologia, como o estudo da dupla visão e da visão remota. A projeção astral é uma das maiores ferramentas utilizadas nesse contexto, mas o ponto principal para mim continua sendo a espiritualidade e a lucidez da consciência.

Vibração, cosmoética e o que encontramos fora do corpo

Eu insisto muito no domínio energético para afastar energias negativas, consciências negativas, assediadores e obsessores. Ao mesmo tempo, insisto nas meditações para elevar nossas vibrações e termos contato mais pessoal com nossos mentores espirituais. Isso faz todo sentido, porque se já precisamos desse cuidado enquanto estamos aqui na matéria, imagina quando saímos do corpo físico e nos deparamos diretamente com essas entidades. Sim, nós nos deparamos diariamente com obsessores e assediadores, assim como com mentores e amparadores que nos protegem.

O que vamos encontrar ao sair do corpo depende daquilo que vibramos, vivenciamos e pensamos diariamente. Se a pessoa vive em conflitos, dramas pessoais, álcool, drogas, maledicência e desordem interior, do outro lado ela vai encontrar a ampliação daquilo que já vivencia aqui. O plano astral acumula essas formas criadas pelo pensamento. Se a pessoa pensou muito negativamente, criou forma-pensamento, criou miasmas, criou energia negativa, e isso não desaparece automaticamente só porque ela decidiu mudar.

Por isso, antes de querer sair fazendo projeção astral consciente de qualquer jeito, vale muito a pena compreender melhor a própria consciência, atitudes e ações, elevando as vibrações. Quanto mais sutis e elevadas forem nossas vibrações pelas ações da paz, do amor, do maxifraternismo, da fraternidade, da caridade e do amor incondicional, mais cercados estaremos de amparadores, irmãos e consciências amigas. Assim podemos ter experiências positivas, receber conhecimento, visitar escolas espirituais, conhecer cidades astrais e até auxiliar irmãos em condições conscienciais mais precárias.

No plano espiritual, assim como aqui, poder não é a mesma coisa que dever. A pessoa pode bisbilhotar a vida do outro? Pode. Pode tentar usar a projeção para fins antiéticos? Pode. Mas deve? É ético? É cosmoético? Ao fazer isso, atrai entidades afins, com os mesmos objetivos, que tratarão de absorver suas energias. Por isso existe, paralelo ao estudo da projeciologia, o estudo da conscienciologia e da cosmoética, uma ética cósmica, universalista.

Eu faço questão de insistir mais nas condições do fenômeno do que no fenômeno em si justamente por isso. O objetivo maior é que a consciência esteja cada vez mais lúcida. O ideal é chegar ao ponto em que a pessoa viva sua vida física, deite no corpo físico, se desconecte conscientemente e continue trabalhando no plano espiritual, ensinando, ajudando, socorrendo, visitando outros lugares e depois retornando ao corpo para seguir a vida material com energia de alta qualidade. Esse é o sonho de todo projetor e, no fundo, o sonho de todo ser humano: que a consciência seja lúcida cem por cento do tempo.

Fonte de referência: Video — Wikipédia

Perguntas Frequentes

Qual é a diferença entre projeção astral, sonho lúcido e paralisia do sono?

Na projeção astral, a pessoa acredita estar fora do corpo e percebendo outros ambientes. No sonho lúcido, ela sabe que está sonhando e pode ter mais controle sobre o sonho. Já a paralisia do sono é quando a pessoa acorda sem conseguir se mexer por alguns segundos ou minutos.

A projeção astral é uma experiência natural?

Para muitas pessoas, sim, ela é entendida como uma experiência natural da consciência. O mais importante é observar a experiência com equilíbrio e sem criar medo desnecessário. Se acontecer com frequência e causar sofrimento, vale buscar orientação adequada.

Por que muitas vezes só lembramos de partes dessas experiências?

A memória dessas vivências costuma ser fragmentada porque a volta ao estado de vigília é rápida. Além disso, o cérebro nem sempre registra tudo com clareza ao despertar. Por isso, é comum lembrar só de imagens, sensações ou trechos soltos.

Essas experiências são perigosas?

Em geral, não costumam ser perigosas, mas podem assustar quem não entende o que está acontecendo. O melhor é manter calma, observar o fenômeno com responsabilidade e evitar interpretações apressadas. Se houver ansiedade intensa ou medo recorrente, procurar apoio pode ajudar.