Como Seguir Seu Caminho Espiritual

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Por Carlos de Oliveira (Shietnar)

Como Seguir Seu Caminho Espiritual

O que eu trato de passar nessas conversas não é um caminho. É somente um amparo, para que cada um possa tomar decisões mais bem acertadas dentro dos caminhos que percorre. E isso não acontece porque o...

Amparo, não imposição de caminho

O que eu trato de passar nessas conversas não é um caminho. É somente um amparo, para que cada um possa tomar decisões mais bem acertadas dentro dos caminhos que percorre. E isso não acontece porque o que eu falo seja soberano ou tenha maior credibilidade por si só. O ponto central é justamente aprender a identificar a proveniência de uma mensagem e criar filtros.

Hoje o que mais existe são alternativas diferentes. Há pessoas que canalizam, grupos que se formam, vivências que aparecem de todos os lados, e os caminhos estão crescendo muito. Junto com isso, um fator muito comum é a confusão. Muita gente está ficando confusa, e eu digo isso porque as pessoas chegam até mim com perguntas, mensagens, textos e pedidos de orientação, querendo saber o que pensar sobre uma coisa ou outra.

Enquanto vai dando, eu trato de olhar, ponderar e auxiliar um ou outro. No entanto, o grande segredo é que cada um possa colocar os seus próprios crivos e escolher o seu próprio caminho. Esse é o ponto principal quando surge a pergunta: com tantos caminhos sendo criados diariamente, qual deles eu devo seguir?

Os caminhos de ontem e a confusão de hoje

Para entender isso, é bom voltar um pouco no tempo. Em todos os espaços e lugares do planeta, sempre encarnaram alguns irmãos maiores, irmãos de maior consciência, de maior luz, portando energias sublimes. Como consciências elevadíssimas, vieram ao planeta tratando de movimentar, dar um up, dar um cutucão na humanidade ou, pelo menos, naquela região em que habitavam, e com o tempo isso foi se propagando.

Nós tivemos mestres como Siddhartha Gautama, que despertou como o Buda, Jesus de Nazaré, que despertou como o Cristo, e grandes sábios e pensadores da humanidade, como Zoroastro, Sócrates, Pitágoras. Na Índia, houve vários gurus, teve a manifestação de Krishna, e em diversos outros lugares do planeta surgiram avatares em épocas diferentes. Naquela época, havia uma dificuldade muito grande para a informação chegar em massa, e por isso nos alcançaram mais os resquícios daqueles avatares que ficaram mais conhecidos, embora muitos outros mestres também tenham estado no planeta.

Se compararmos com o presente, a diferença é muito grande. Houve um tempo em que não tínhamos internet, pouca TV, e a comunicação era de outra natureza. Hoje, toda e qualquer comunicação se dissipa online. Se uma pessoa cria uma ideia e tem conhecimentos de tecnologia, blog, mídias sociais e marketing digital, consegue chamar mais atenção neste momento da história do que seria possível em outros tempos.

Por isso, precisamos entender que, sem controle, isso se transforma em caos. Mas aqui o foco não é falar do caos. O foco são os caminhos. Sim, existem caminhos diversos, e também existem pessoas passando boas informações, coerentes, lúcidas, claras, sem fanatismo, sem fantasia e sem misticismo. Tem muita gente séria trabalhando por aí, e eu mesmo também assisto vídeos e participo de grupos como receptor de informação.

Boas referências existem, mas cada um segue uma área

Há fontes de informação muito boas. Eu gosto muito da Nancy Trivellato, uma ótima professora da Conscienciologia, e do Wagner Alegretti, que é marido dela. Eles são membros do IAC, Academia Internacional de Conscienciologia, e desenvolvem trabalhos voltados à projeção lúcida da consciência, ao desenvolvimento parapsíquico e à movimentação energética, tudo de modo muito científico.

A Nancy é maravilhosa porque entendeu a necessidade de deixar o linguajar mais apropriado para mais pessoas. A Conscienciologia tem um problema grave de criação de termos, e isso pode afastar quem está chegando. Ela traz essa informação de uma maneira mais simples, muito bacana. O Wagner Borges também é um excelente professor, muito antigo, com um trabalho junto à espiritualidade e aos mentores dele, inclusive indianos, de uma forma muito maravilhosa.

O professor Laércio Fonseca também é excelente. Tive muito contato com esse professor e gosto muito dele. Quando eu o encontrei, tive a sensação de finalmente encontrar alguém que falava a mesma língua. E quando ele fala do Projeto Terra, isso em nada difere do Projeto Shan, porque Projeto Shan, apesar de significar água, quer dizer planeta Terra; estamos falando do mesmo projeto.

Hoje não precisamos nos preocupar em deixar o ego se manifestar e querer ser donos da informação, ainda mais quando a informação é espiritual. Isso não pode nem passar pela cabeça de um espiritualista. A informação tem que ser totalmente livre, e quanto mais iguais ou semelhantes forem as informações, mais dentro do real elas se encontram, com a menor variação possível.

O cuidado com aparência, números e pegadinhas

Quando olhamos a quantidade de caminhos disponíveis, especialmente em vídeos, um fala uma coisa e outro fala outra. Uns falam em final dos tempos, outros falam de extraterrestres e de contatos, outros marcam datas, e outros aproveitam essas datas como jogadinha de marketing para dizer o contrário. Isso gera visões muito diferenciadas e pode deixar as pessoas bastante chateadas.

Eu digo que é preciso atenção porque conheço um pouco a linguagem do marketing e do neuromarketing, que estuda fatores psicológicos do consumo. Às vezes, uma pessoa tem mais capacidade financeira, um patrocinador ou melhor conhecimento dessas ferramentas, e usa pegadinhas de marketing. Então alguém olha um canal com cem mil, quinhentos mil ou um milhão de seguidores e automaticamente imagina que ali está uma fonte segura de informação.

É um pensamento natural da consciência humana, uma reação em massa. A pessoa pensa: se tanta gente está seguindo, por que eu pensaria diferente? Só que há um detalhe muito importante: seguidores e curtidas podem ser obtidos com pagamento. Então, usar números como critério de verdade é um erro, ainda que esse impulso surja de modo espontâneo.

É aí que muitas vezes surgem frustrações. Pessoas começam a fazer orações que não entendem para seres que não conhecem, despertam necessidades de desenvolvimento e, pelo tipo de orientação recebida, acabam cometendo erros que trazem efeitos colaterais com a espiritualidade. Com isso, aproximam-se entidades não tão honráveis, assediadores, obsessores, que aproveitam aquele momento de confusão para começar o assédio e a vampirização.

O melhor caminho: o interno

Se lembrarmos dos avatares e de tantos mestres que passaram pelo planeta, ou até daqueles que se manifestaram de outras maneiras, por canalizações ou psicografias, veremos um ponto em comum. Todos os que quiseram a evolução e o despertar da raça incentivaram até o último que nós somos deuses, que temos o poder, que temos todo o conhecimento e que somos perfeitos. Tanto no Oriente, com Buda, quanto no Ocidente, generalizando por Jesus, encontramos esse chamado para buscar dentro de nós aquilo que procuramos.

Com tanto caminho a seguir no mundo externo, qual seria então o melhor caminho para não ficar conturbado? É o caminho interno. Uma vez centrado em si, reconhecendo a centelha divina que todos nós somos, e entendendo que fomos gerados de uma fonte criadora perfeita, sendo parte integrante dessa grande consciência universal, passamos a perceber que nossa essência interna mantém essas mesmas características e que temos acesso a ela.

Isso não é fácil. Depende de esforço, depende de algum recolhimento, mas não é necessário ir para as montanhas, tornar-se monge ou fazer peregrinação. Se nós nos recolhermos em nosso quarto, tranquilos, sozinhos, com música ambiente ou sem música ambiente, com incenso ou sem incenso, e nos sentarmos para respirar conscientemente, começamos a perceber que existimos.

Estamos tão alienados à vida externa que às vezes esquecemos até que respiramos. A vida fica automatizada a ponto de a pessoa esquecer até se comeu. Eu falo isso porque vivi também. Houve uma fase em que, por causa da empresa, eu não sabia se tinha almoçado ou não; era trabalho, trabalho, trabalho, em prol do crescimento e de pagar as contas, e eu entrava num piloto automático em que esquecia de mim mesmo.

Interiorização, lucidez e livre-arbítrio

Quando nos voltamos para nós mesmos e dedicamos alguns minutos a isso, pode não ser fácil no início. Talvez não seja na primeira vez, nem na segunda, e talvez na terceira a pessoa comece a se centrar melhor. O importante é fazer esforços para se reconhecer como um ser vivente. Parece o cúmulo, mas é fato: o piloto automático gera essa descentralização humana da nossa consciência.

Quando ficamos caladinhos, sentados, respirando, percebendo que aqui estamos e que nós somos, começamos a sentir esse momento de paz. Ainda nem estamos falando da egrégora espiritual, mas apenas do recolhimento para conosco mesmos. E já assim percebemos que as energias vão mudando, que as vibrações vão aumentando e que a consciência começa a se expandir.

Essa expansão da consciência, de maneira lúcida e harmônica, sem uso de qualquer tipo de ferramenta externa para esse objetivo específico, faz com que as coisas comecem a aparecer. Podemos fazer perguntas a nós mesmos e perceber que temos respostas. Respostas que, no meio da vida diária, talvez nunca surgissem com a mesma objetividade e clareza que surgem nesse estado meditativo.

Primeiramente, o caminho vai para o interno, no reconhecimento dessa centelha. Ao nos interiorizarmos, chamamos isso de contato com o eu interior. Em harmonia comigo mesmo, consigo expandir minha consciência para o meu eu superior, para a minha essência divina manifesta, o mais próximo de Deus que nós temos, ainda como consciência individualizada. Esse eu superior sabe tudo; é a manifestação perfeita da criação, e nós somos a manifestação de experiência desse eu superior.

Ao mesmo tempo, reconhecemos que somos humanos e que ainda não conseguimos manter esse contato cem por cento do tempo. Vivemos a materialidade, com dificuldades emocionais, financeiras, profissionais e familiares, e o objetivo é estabelecer esse contato de maneira harmônica, vígil, diária, lúcida e constante. Pelo menos o esforço precisa existir, nem que seja lembrar de tempos em tempos de se interiorizar e buscar uma solução lúcida e sábia para cada momento.

No começo é como andar de bicicleta. Tudo parece difícil, os tombos acontecem, os movimentos não se sincronizam, mas depois a mente, o organismo e a consciência vão se ajustando. Somos seres totalmente capazes, totalmente adaptáveis, com um poder interno ainda inconcebível para a nossa visão atual de consciência, mas que está ao nosso favor.

Eu particularmente acho que esse é um caminho e que eu não precisaria de outros. Mas cada um tem o seu livre-arbítrio e vai saber qual caminho escolher, e o caminho que a pessoa escolher é o caminho dela. A grande razão da nossa criação, do nosso existir e da nossa manifestação como consciência individualizada, é a experiência, seja ela positiva ou negativa.

Nosso caminho é seguir o caminho de luz. Agradecemos muito a ausência de luz, porque graças a ela nós existimos, e está tudo certo. Mas essa ausência de luz não pode ficar estancada; ela precisa ter movimento e evolução. Às vezes a pessoa se deteve na mesma experiência por muito tempo, deixou de aprender e continuou nos erros, e então a própria existência trata de dar as condições, de dar uma empurradinha para que essa consciência continue o caminho.

Com esses princípios, cada um pode analisar os caminhos possíveis. O livre-arbítrio é uma das coisas mais honráveis que uma consciência pode ter, é entender que pode tudo, ainda que nem tudo deva. E mesmo quando acompanha um caminho mais tortuoso, o importante é estar consciente, sem se enraizar naquilo que a própria essência já reconhece como não sendo o melhor caminho. Sejamos Luz.

Fonte de referência: Video — Wikipédia

Perguntas Frequentes

O que significa seguir o próprio caminho espiritual?

Significa observar a própria vida com mais atenção e fazer escolhas mais conscientes. Em vez de copiar o percurso de outras pessoas, a ideia é encontrar o que faz sentido para você.

Como saber se estou no caminho certo?

Normalmente, o caminho certo traz mais lucidez, equilíbrio e responsabilidade. Se algo gera apenas confusão, medo ou dependência, vale parar e refletir com calma.

Preciso seguir alguma tradição específica para evoluir espiritualmente?

Não necessariamente. Boas referências podem ajudar, mas cada pessoa precisa perceber o que realmente se encaixa na própria experiência. O importante é usar o que ajuda sem perder o livre-arbítrio.

Qual é o maior cuidado ao buscar orientação espiritual?

É importante não se prender só à aparência, aos números ou a promessas fáceis. Uma orientação útil ampara, mas não impõe um caminho pronto nem substitui a sua decisão.