Como fazer Autodefesa Psíquica e Energética
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Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
O tema da mediunidade e do parapsiquismo toca todos os sentidos da nossa vida, independentemente de crença, dogma, religião, cultura ou localização. Isso afeta o ser humano de forma direta, e quanto m...
Mediunidade, parapsiquismo e a sensibilidade natural
O tema da mediunidade e do parapsiquismo toca todos os sentidos da nossa vida, independentemente de crença, dogma, religião, cultura ou localização. Isso afeta o ser humano de forma direta, e quanto mais o tempo passa, mais esse assunto se aproxima do nosso cotidiano. Não é algo distante nem reservado a poucas pessoas. É uma realidade que atravessa a experiência humana.
Quantas vezes já chegamos a um ambiente pesado e sentimos aquilo imediatamente? E o contrário também acontece: entrar em um lugar e perceber que ali há algo agradável, saudável, leve. Isso vale para lugares, coisas e pessoas. Há pessoas ao lado de quem sentimos alegria, bem-estar, vontade de permanecer, e há outras cuja presença nos incomoda profundamente, mesmo sem sabermos explicar de imediato o motivo.
Muitas vezes a emocionalidade tenta justificar isso procurando defeitos externos. A pessoa diz que não gosta do cabelo do outro, da roupa, do jeito, mas a questão pode ser bem mais ampla. Pode haver ali percepções que todos temos e às quais não fomos acostumados a reconhecer e validar. Trata-se de uma sensibilidade natural às energias de pessoas, ambientes, objetos e situações.
Isso não tem nada de sobrenatural. É algo totalmente natural. Até mesmo diante de coisas práticas isso aparece: um sofá em que você simplesmente não consegue sentar bem, como se houvesse algo naquele campo que não agrada. O ser humano convive com isso de forma tão comum que muitas vezes nem questiona a origem nem o porquê dessas sensações.
Sonhos, projeção astral e o que fazemos fora do corpo
Os sonhos têm características diferentes. Um sonho pode ser apenas um desabafo mental de um estresse grande, trazendo imagens fora de contexto, muito ligadas aos nossos medos. Mas também podemos ter experiências em que nos projetamos astralmente. Nesse caso, há uma atuação da consciência fora do corpo físico, e a experiência não é apenas um produto do inconsciente.
A grande maioria das pessoas, ao sair do corpo, vai para ambientes, encontra outras pessoas, lida com situações e pode até estar com mentores. O que a pessoa vai fazer do outro lado tem muito a ver com seu nível de vibração e com aquilo que busca na vida quando está lúcida aqui na materialidade. Fora do corpo não há barreiras de espaço nem de paredes. Por isso, a responsabilidade continua existindo.
A pessoa pode se envolver em situações que aqui, conscientemente, talvez não tivesse coragem de realizar. Mas do outro lado ela realiza porque aquilo é vontade dela. Nós lidamos com frequências e densidades diferentes. A quarta dimensão está sobreposta à materialidade; é o aqui e agora em outro nível de fisicalidade.
Nesse estado, podemos ajudar como socorristas, atuar em hospitais extrafísicos e doar energia. Nós, em matéria, temos uma substância muito rica chamada ectoplasma, muito utilizada em assistência. Em casos de acidentes ou desencarne, por exemplo, essa energia pode auxiliar no desligamento da consciência do corpo físico quando ainda há ligação energética. Tudo isso acontece enquanto depois retornamos ao corpo e seguimos a vida, muitas vezes sem lembrar com clareza.
Eu tive minha primeira projeção totalmente lúcida e consciente aos 14 anos, e posso afirmar que, quando essa experiência é lúcida e memorável, nunca mais se esquece nenhum detalhe. A percepção se expande, a audição se expande, existe uma luminosidade natural, e a experiência é de grande leveza. Você literalmente voa. É algo muito vivo, que amplia a visão sobre a realidade espiritual.
O plano astral, as companhias e o cuidado com a sintonia
Quando a pessoa tem esse tipo de experiência, ela percebe que o mundo espiritual existe e está atuando o tempo todo. Dentro do aqui e agora físico há uma infinidade de outras estruturas e presenças. Também é inevitável se deparar com consciências de diferentes níveis, inclusive aquelas que estão perdidas, confusas ou que não quiseram seguir o caminho necessário após a morte física.
Algumas dessas consciências gostam de perturbar, brincar e interferir em pessoas e situações. Mas eu venho dizendo há muito tempo que tudo depende do nosso nível vibracional. Se estamos bem com a vida, bem com a espiritualidade, atuando com fraternidade e com serenidade, essas consciências não conseguem atingir seus objetivos. Muitas vezes acabam até se arrependendo daquilo que pretendiam fazer.
Mesmo assim, é preciso cuidado. Há consciências que conseguem mudar a própria aparência e se apresentar de forma atraente para seduzir. Isso acontece muito no campo sexual. A pessoa pode viver uma experiência que parece prazerosa, mas no fim fica desgastada, porque houve uso das energias sexuais, que são muito densas e também muito poderosas.
Por isso, é importante estar bem resolvido sexualmente aqui. Quando isso não acontece, o campo extrafísico pesado encontra espaço, e a pessoa pode se tornar escrava de impulsos, sensações e desejos que só aumentam. O trivial já não basta, e ela passa a buscar mais e mais. O alerta é para se ter cuidado com essas entidades e com esse tipo de envolvimento.
Premonição, clarividência e percepção do futuro
Quando retornamos dessas experiências, o cérebro nem sempre consegue processar toda a informação. A consciência é mais ampla, mas o cérebro físico é limitado para traduzir tudo o que foi vivido. Por isso muita coisa se perde, e às vezes a memória chega em fragmentos, imagens misturadas e formas simbólicas. Ainda assim, algumas experiências deixam marcas muito claras.
Uma dessas condições são os sonhos premonitórios. A pessoa pode perceber um acidente, uma situação ou um evento antes que ele aconteça. Muitas vezes ela vai lembrar mais facilmente de experiências ligadas a choque e impacto, mas também existem premonições bonitas e agradáveis, que trazem um toque diferenciado para a vida.
O futuro, porém, não é algo fechado. Assim como numa leitura em que se observa a direção para onde a vida está indo, o que aparece é uma possibilidade baseada na conduta atual da pessoa. Se ela muda sua postura, muda também o que poderia acontecer. Portanto, a premonição mostra uma tendência possível, e só sabemos que era realmente uma premonição quando aquilo se concretiza.
Outra faculdade muito interessante é a clarividência. Ela é a capacidade de visualizar e perceber além do comum. Não se deve confundir clarividência com vidência em sentido mais amplo, porque há nuances diferentes, embora ambas se relacionem com percepção extrafísica e com a visão pelo chakra frontal.
Na clarividência, às vezes basta conversar um pouco com alguém para perceber seu campo energético, aspectos de saúde, emocionais e de relacionamento. Com poucas palavras, surge uma visão muito ampla sobre o processo daquela pessoa. Isso ajuda a orientar, esclarecer e compreender melhor o que está acontecendo com ela.
Canalização, incorporação e o trabalho espiritual
Há momentos em que recebemos uma mensagem e ficamos em dúvida se é interferência da mente ou algo além dela. Em certos casos, a consciência extrafísica se aproxima com muita força, trazendo um vocabulário e uma forma de expressão próprios. Isso pode acontecer de maneira a facilitar tanto o médium quanto o entendimento cultural da mensagem por quem está ouvindo.
Na canalização, você recebe a energia e a informação, e aquilo vai passando pela sua voz, pela sua participação consciente. Você está presente, está percebendo, e a mensagem sai através de você. Já a incorporação é diferente. Ela envolve um processo de acoplamento energético, que pode ocorrer de formas variadas e com diferentes graus de consciência do médium.
Há médiuns conscientes, semiconscientes e inconscientes. No estado consciente, a pessoa acompanha tudo o que está acontecendo. Ela não apaga nem perde totalmente a percepção. Pode inclusive interromper a incorporação, porque sente os estímulos e percebe os comandos, embora siga uma sincronia própria daquele processo.
Esse contato entre o plano físico e o espiritual foi estudado amplamente. Há muito valor em compreender a morte e o pós-morte como processos naturais. No desencarne, o desligamento se dá quando o corpo entra em falência física. Não é algo que acontece por um ato isolado ou por um medo momentâneo; há um processo próprio de desligamento.
Existem relatos e estudos que esclarecem bem a continuidade da consciência e o trajeto após a morte física, inclusive a passagem por regiões densas até locais de recuperação. Há cidades espirituais, e não apenas uma. Se já temos tantas construções e organizações aqui, é natural compreender que também existam muitos espaços organizados no plano astral para acolhimento, recuperação e orientação.
Autodefesa psíquica e energética pela vibração
Quando falo de autodefesa psíquica e energética, estou falando principalmente de sintonia energética e vibracional. É disso que dependem muitas das experiências que temos, tanto no físico quanto fora dele. O lugar em que estaremos, as companhias com que vamos lidar e o quanto seremos afetados por isso passam diretamente pela nossa condição íntima.
Se entramos em um ambiente e saímos melhores, mais leves, mais equilibrados, há ali algo positivo acontecendo. Se recebemos um passe, uma orientação, um auxílio, e isso realmente nos melhora, então há luz naquele trabalho. A avaliação é simples: conhecemos a qualidade de uma casa pela maneira como entramos e pela maneira como saímos.
Também é preciso respeito por aqueles que realizam trabalhos duros nas regiões mais densas, atuando entre o físico e planos muito pesados. São trabalhadores que merecem consideração pelo serviço que prestam. Ao mesmo tempo, é necessário discernimento, porque nem toda manifestação tem propósito elevado, e nem toda prática é sinal de verdadeiro amparo.
Por isso, a base da defesa está em viver bem, buscar clareza, fraternidade e equilíbrio. O que nós emitimos define muito do que vamos atrair e encontrar. Seja em sonhos, projeções, percepções ou contatos espirituais, tudo passa pela vibração em que escolhemos estar. Sejamos Luz.
Fonte de referência: Video — Wikipédia
Perguntas Frequentes
Como saber se estou precisando de autodefesa psíquica?
Se você sente cansaço sem motivo, irritação frequente, confusão mental ou percebe que algumas pessoas e ambientes te esgotam muito, pode ser um sinal de que precisa se proteger melhor. Observar esses sintomas no dia a dia ajuda a identificar quando sua energia está mais vulnerável.
O que posso fazer para me proteger no dia a dia?
Manter bons hábitos, cuidar do sono, evitar excesso de exposição a ambientes pesados e fazer pausas para se centrar já ajuda bastante. Também vale praticar respiração, oração, meditação ou qualquer recurso que te traga equilíbrio e sensação de firmeza.
Sonhos e projeção astral podem afetar meu bem-estar?
Sim, porque experiências fora do corpo ou sonhos muito intensos podem deixar a pessoa mais sensível e emocionalmente mexida. Por isso, é importante dormir com tranquilidade, manter pensamentos mais saudáveis e observar como você se sente ao acordar.
Como diferenciar intuição de medo ou imaginação?
A intuição costuma vir de forma mais calma, clara e objetiva, enquanto o medo geralmente traz pressa, confusão e preocupação excessiva. Com prática e autoconhecimento, fica mais fácil perceber qual sensação está guiando você em cada situação.