Você realmente Despertou sua Consciência?
Categoria: Video
Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Eu trago uma visão espiritual livre de dogmas, livre de religiões e livre de crenças limitantes. Para mim, a espiritualidade é o que faz sentido a toda essa materialidade, e eu tenho até dificuldade d...
Eu trago uma visão espiritual livre de dogmas, livre de religiões e livre de crenças limitantes. Para mim, a espiritualidade é o que faz sentido a toda essa materialidade, e eu tenho até dificuldade de entender como seria a vida física sem esses conceitos. Uma coisa são as crenças que nos ensinam, que nos programam a acreditar desde sempre, baseadas no que outros creem e repassam. Outra coisa é a espiritualidade, que nos ajuda a compreender esses conceitos e oferece explicações muito claras sobre o que acontece em relação à fé e ao crer.
Ao mesmo tempo, quem segue a espiritualidade não deve apontar qualquer tipo de crença ou religião. Cada um está em seu processo, em seu momento, em seu passo. A espiritualidade precisa estar acima disso, não no sentido de ser melhor, mas num nível em que se possa visualizar com mais clareza que cada ser vive sua própria etapa. Isso é importante para que a busca não se transforme em julgamento.
Como começa a busca espiritual
Eu vou exemplificar pelo meu próprio caso. No passado, surgiu em mim uma grande vontade de entender o que era a materialidade, porque eu sentia coisas que a sociedade não julga como comuns. Ver vultos, ver espíritos, ver aura: todos esses processos aconteceram comigo, como eu sei que aconteceram com milhões de pessoas. São atributos parapsíquicos que costumam aflorar na adolescência, na pré-adolescência, e às vezes até antes.
Depois vamos para a escola e começamos a ser programados. Dentro dessas programações, acabamos esquecendo muitas coisas da espiritualidade e também características parapsíquicas ou mediúnicas que trazíamos. Ainda assim, permanece a curiosidade de ler, de buscar, de tentar entender. Muitos começaram pelo espiritismo, porque durante muito tempo era mais disso que se falava, e não de espiritualidade de forma mais ampla.
Eu buscava livros sobre espiritismo, Allan Kardec, ufologia, autoconhecimento, Ramatís, a série do Chico Xavier através do André Luiz, de Nosso Lar, e toda aquela coleção. Como não havia internet, tudo vinha dos livros. Na televisão quase nada acontecia sobre isso, e os grupos que se formavam eram em sua maioria espíritas. Só mais recentemente os caminhos da espiritualidade começaram a ficar mais fáceis de encontrar.
Informação externa e a fonte interior
Hoje a internet oferece de tudo. Há coisas muito boas, de fontes muito boas, e há coisas que podem ir para o lixo, porque estão fora de contexto. Também existem conteúdos que exigem reflexão. Por isso, precisamos aprender a utilizar o filtro mental, o filtro da coerência, para saber quais informações podem entrar em nossa essência.
Mas o grande segredo é que a maior fonte de informação está em nosso interior. Existem bilhões de bytes, megabytes e terabytes armazenados na internet, porém a melhor informação continua sendo a que está dentro de nós. Ela é a mais fidedigna, a mais coerente, e é essa informação que se espera buscar. O conhecimento externo pode ajudar, mas não substitui essa consulta interior.
Por isso eu faço uma pergunta direta: o que nós temos feito com todo o conhecimento que viemos adquirindo? O que isso tem feito verdadeiramente de diferença em nossas vidas? O que isso tem transformado dentro de nós? Não basta apenas ser buscador, estudante da espiritualidade, ter contato com professores, facilitadores e sistemas de conhecimento. É preciso observar que efeito real tudo isso está gerando.
As programações que moldaram quem somos
Não é fácil viver uma experiência mais espiritual num planeta que foi totalmente materialista por milhares de anos, ao mesmo tempo em que continuamos convivendo com a materialidade. Certamente sabíamos dos obstáculos e das dificuldades quando viemos para cá. Por isso, eu não vejo espaço para a ideia de coitadinhos, já que todos somos da mesma centelha divina, da mesma fonte criadora. Sendo assim, muito do que acontece em nossas vidas é reflexo de nossas ações e de como agimos e reagimos.
Eu li uma informação dizendo que 95% do esforço que a mente faz para gerar pensamentos acontece de forma inconsciente. Isso mostra como o assunto é complexo. Quando vemos uma criança nascer, vemos ali uma pureza, um ser teoricamente neutro. Mas desde o primeiro momento ela começa a ser programada. O jeito de pegar no colo, de balançar, de responder ao choro, tudo começa a estabelecer padrões.
E assim foi conosco. Fomos programados pelos pais, pelos irmãos, pela família, pelas visitas, pela escola e pela cultura. Aprendemos como nos comportar, o que aceitar, o que recusar, o que comer, o que pensar, o que considerar correto. Tudo isso foi sendo instalado em nós desde cedo. Esses 95% de atividade não consciente são, em grande parte, resultado dessa programação social, familiar, cultural e escolar.
Às vezes, achamos que não gostamos de algo, mas será mesmo? Ou fomos programados a não gostar? Em alguns casos, pode não ser um desagrado verdadeiro, mas uma reação implantada, uma birra mantida desde lá atrás. Quando começo a olhar para isso, percebo que muitas reações que julgo naturais podem ser apenas respostas condicionadas. E, se somos a reação de todas essas programações, então temos um trabalho árduo pela frente.
O verdadeiro despertar da consciência
Eu entendo que precisamos voltar nossa atenção aos 5% que representam nossas ações conscientes. Precisamos fazer um reset, um apagão, e começar de novo. Caso contrário, não vamos nos libertar com facilidade dessas estruturas. Muitas vezes, não conseguimos enxergar a saída de um problema porque fomos programados a reagir sempre da mesma maneira diante de certos tipos de situação.
Esse processo gera vazio interior em muita gente, e isso também faz parte do despertar. Quando percebemos que tudo o que nos foi programado até agora não é a nossa essência, pode surgir um abalo. Muitos ainda são marionetes de um sistema de crenças, de governo, de cultura, de família. Passaram uma vida inteira assim e, às vezes, acham que já estão libertos, quando ainda não estão. O verdadeiro reboot é uma reinicialização consciencial.
Essa reinicialização pede que removamos o que nos foi imposto e comecemos a modelar a vida a partir da nossa essência interior. Não se trata de criar algo novo, mas de permitir que aflore algo que já existe. Se há uma fonte de extrema sabedoria capaz de orientar com correção, essa fonte é a própria essência. Quem escreve livros, quem facilita aulas, quem ensina, também passou por programações, e isso precisa ser compreendido.
Por isso, eu digo que é necessário observar se uma informação não está puxando a sardinha para algum lado. Muitas vezes, a própria programação inconsciente da pessoa aparece naquilo que ela ensina. Eu entendo que alguns mestres e gurus, por meio da meditação contínua e do isolamento, conseguiram acessar camadas mais profundas, e por isso trazem informações mais coerentes, que ressoam mais diretamente com a essência de quem escuta.
O exercício de autoanálise
O que eu sugiro é um exercício contínuo. Antes de dormir, ou em algum momento de tranquilidade, pare um pouco e faça uma autoanamnese. Comece a se autoanalisar. Observe se suas reações diante das situações da vida, seus objetivos e suas metas estão baseados no que você realmente quer, vindo da sua essência, ou se tudo isso foi condicionado e você apenas segue o fluxo.
Há muita gente obstinada a ganhar dinheiro para ser feliz. Há filhas que ouviram que precisam casar com um homem que tenha dinheiro. Há filhos que ouviram que homem de verdade precisa andar com dinheiro no bolso. Mas será que é isso mesmo? Isso vai caber a cada um investigar. O ponto é dedicar mais tempo a si mesmo nessa busca das interações internas.
Nós somos imperfeitos em nossas ações, estamos num planeta de provas e precisamos experienciar. As coisas são difíceis mesmo. Ainda assim, se nos dedicarmos um pouco mais a nós mesmos, podemos acessar essa essência interior que tudo é, que tudo sabe, que faz parte de um todo. Se somos uma centelha dessa criação, então lá por dentro somos perfeitos e maravilhosos. O que nos cabe é acessar isso e contrapor essa informação ao que está sendo executado pela mente inconsciente.
A meditação é uma das ferramentas para isso. É parar no seu canto, centralizar a mente em você mesmo, deixar o mundo afora por um pouco, esquecer tudo e todos e se dedicar a se conhecer. Trata-se de autoconhecimento. O despertar verdadeiro da consciência não acontece por fazer meia dúzia de orações ou compartilhar textos sobre prosperidade, amor, nova era, transição planetária ou despertar da consciência. Isso não faz a pessoa viver em plenitude esse fenômeno.
Muita gente está trocando a religiosidade antiga por uma nova religião, acreditando em salvadores externos. Isso tende a levar ao vazio existencial, à frustração e à decepção, porque estão colocando um sistema de crença em cima de coisas que não são. Quando a verdade aparece, a essência cobra ações e atitudes de evolução. Então muitos acabam culpando a espiritualidade, culpando extraterrestres e culpando fatores externos por frustrações próprias.
Por isso, a necessidade de hoje é voltar-se a si mesmo. Buscar informações externas pode ajudar, desde que elas ressoem com o que você sente. Quando uma informação toca algo verdadeiro em sua essência, ela abre uma portinha para que você puxe mais conteúdo de dentro. E aí a pergunta continua valendo: o que você está fazendo hoje com tudo o que estudou? O quanto você tem estudado, e o quanto você tem agido, é o que vai mostrar a sua verdadeira vontade de estar nesse caminho.
Eu deixo essa lição de casa como um investimento em você mesmo. Em vez de passar o dia inteiro vendo vídeos, teorias e mais teorias, gerando confusão, vale mais dedicar um tempo à autoanálise. Talvez uma hora hoje e uma hora amanhã sejam suficientes para transformar totalmente o sentido da sua vida para melhor, entrar no eixo da busca e do entendimento e mudar uma chavinha interna. Quando você percebe com clareza que algumas coisas não estão bem, já começa a criar condições para fazer diferente.
Fonte de referência: Video — Wikipédia
Perguntas Frequentes
O que significa realmente despertar a consciência?
Significa começar a perceber a vida com mais clareza, saindo do automático e questionando o que você acredita e sente. É um processo de entendimento pessoal, não uma regra fixa ou um destino final.
É preciso seguir uma religião para viver a espiritualidade?
Não. A espiritualidade pode ser vivida de forma livre, sem dogmas, desde que faça sentido para você e ajude a dar mais propósito à sua vida. O mais importante é a sinceridade na sua busca.
Como sei se estou confundindo crenças com consciência?
Uma boa forma de perceber isso é observar se aquilo que você acredita nasceu da sua experiência ou apenas foi repetido por outros. A consciência costuma trazer mais clareza, liberdade e menos medo.
Despertar a consciência muda a forma de lidar com a vida material?
Sim, porque você passa a enxergar a vida física com mais significado e menos automatismo. Isso não elimina os desafios, mas ajuda a enfrentá-los com mais presença e equilíbrio.