Despertar da Consciência: Sintomas e Soluções
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Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Eu fiz uma pesquisa perguntando, em uma palavra, o que cada pessoa estava sentindo no seu momento espiritual. O objetivo era justamente compreender melhor o que as pessoas estão vivendo agora. A respo...
O que me levou a olhar para esse momento espiritual das pessoas
Eu fiz uma pesquisa perguntando, em uma palavra, o que cada pessoa estava sentindo no seu momento espiritual. O objetivo era justamente compreender melhor o que as pessoas estão vivendo agora. A resposta tomou uma proporção maior do que eu imaginei, com milhares de manifestações vindas de grupos, perfis e páginas. Eu li uma por uma e, em muitos casos, pedi que a pessoa explicasse melhor aquilo que havia escrito.
Algumas respostas mostravam claramente um estado emocional passageiro, e isso também é importante observar. Nós sempre precisamos saber diferenciar o que é a nossa emocionalidade, com suas tribulações e mazelas, daquilo que pertence à nossa busca espiritual, ao nosso sentir espiritual e à nossa vivência espiritual. Quando eu falo de espiritualidade, não estou limitando isso à crença em plano espiritual, porque existem pessoas e religiões que não trabalham essa ideia e, ainda assim, vivem amor, união e fraternidade com grande profundidade.
As religiões sempre fizeram parte do processo humano. Elas foram necessárias em muitos momentos da história, dentro daquilo que o planeta e a humanidade precisavam viver. O planeta passou por tudo o que tinha que passar, e continua passando por aquilo que lhe compete. A grande questão é que hoje a humanidade vem evoluindo e tratando de sair dos moldes antigos, porque agora existe mais conhecimento, mais acesso e mais possibilidades de compreensão.
Metade está em paz, metade está em conflito
Pelo que eu observei, cerca de metade das pessoas manifestou que está bem. Muitas se sentem plenas, completas, felizes e agraciadas no caminho que estão seguindo. A palavra gratidão apareceu com muita força, assim como paz, sintonia, conexão e evolução. Isso me trouxe alegria, porque mostra que muita gente está encontrando leveza, que é justamente um dos propósitos de quem busca a espiritualidade.
Ao mesmo tempo, eu também observo que às vezes a pessoa afirma estar completa, mas ainda guarda situações internas que gostaria de trabalhar e não quer manifestar. Isso também acontece, porque há momentos em que a pessoa deseja entrar em outra sintonia e deixar a anterior para trás. Ainda assim, se o caminho que ela escolheu lhe traz paz e faz bem, então é esse o caminho que ela deve seguir.
Mas havia a outra metade. E foi olhando para essas respostas que eu percebi um padrão muito forte. As palavras eram variadas, mas o contexto apontava para um mesmo momento que muita gente está vivendo na humanidade. É sobre esse grupo que eu quero falar, porque são pessoas que estão passando por sintomas, conflitos e dificuldades que precisam ser compreendidos.
Os sintomas mais comuns desse processo
Muita gente está se sentindo desanimada, desorientada, confusa e triste. Há pessoas vivendo uma tristeza profunda sem saber de onde ela vem. Outras estão decepcionadas com a espiritualidade, sentem momentos de ira e de raiva surgindo de repente, mesmo quando aparentemente está tudo bem. Também apareceu com muita força a saudade de algum lugar que a pessoa não sabe identificar, como se ela não se encaixasse no planeta Terra e estivesse deslocada da sociedade.
Eu vi relatos de pessoas entrando em estados de bipolaridade, de depressão, de desânimo intenso e de uma dor profunda que não sabem explicar. Uma dor da alma, uma sensação de que a alma dói. Algumas falaram de dores físicas e problemas de respiração, como se faltasse ar em certos ambientes, lugares ou situações. Outras têm certeza de que possuem uma missão importante a cumprir, mas se sentem frustradas porque não sabem por onde começar nem o que fazer.
A confusão é um dos pontos mais críticos. Hoje existe tecnologia, internet, milhares de grupos, comunidades, vídeos, páginas e informações por todos os lados. A pessoa escolhe um caminho, segue por ele, e em algum momento se percebe confusa, porque aquilo que está entendendo já não a faz se sentir tão bem. Somam-se a isso os problemas financeiros, os conflitos familiares, a sensação de estar amarrado a outras pessoas e muitas dificuldades emocionais que acabam atrapalhando o caminho espiritual.
Por que isso está acontecendo agora
A humanidade está passando por um processo de transformação, e o planeta também. As frequências que vibram sobre o planeta e na região em que ele está provocam transformações energéticas e conscienciais. À medida que nos aproximamos do grande sol central, que é o miolo da galáxia, a frequência em que o planeta está envolvido vai mudando. O planeta altera a sua sintonia, muda sua escala vibracional, deixa uma densidade anterior e segue para uma nova condição.
É por isso que se fala tanto em novo mundo, era de ouro e planeta de quinta dimensão. Mas isso não acontece de uma hora para outra. É um processo, e existe uma quantidade imensa de consciências encarnadas no planeta agora. A grande maioria ainda não está em sintonia com essas novas vibrações e, quando não há harmonia com elas, começam a surgir catarses interiores e situações caóticas tanto na vida pessoal quanto ao redor.
Se nós olharmos para o mundo, veremos claramente esse estado caótico. As coisas acontecem muito rápido e cada dia traz uma nova surpresa. Ao mesmo tempo, as máscaras estão caindo, os mais simples estão se rebelando contra as estruturas maiores e já não aceitam mais certas formas de submissão. Há mais força, mais energia e mais intenção de construir um país melhor, uma cidade melhor, uma sociedade melhor e até uma família melhor.
Essas frequências mexem com a nossa mente e podem gerar características que o cérebro interpreta como negatividade. Um dos efeitos é um grande vazio. Esse vazio é gerado por essas frequências e também por um apoio de consciências que ajudam, através de tecnologia extrafísica, a proporcionar campos energéticos no planeta. Essa sensação existe para despertar uma busca, para fazer a pessoa procurar algo além da simplicidade em que ela se acomodou, inclusive a simplicidade das crenças antigas e dos paradigmas repetidos.
Espiritualidade não é bandeira nem prisão
Chega um momento em que já não é suficiente apenas acreditar de forma passiva em um Deus que salva, julga, acolhe uns e pune outros. Muitas pessoas começam a sair dessa percepção e passam a sentir uma sede muito grande de conhecimento. Isso é o início do despertar, e ele independe da religião em que a pessoa esteja. Ela pode ser budista, hinduísta, espírita, cristã, muçulmana ou Hare Krishna; ainda assim pode sentir que aquilo não a completa totalmente.
O ser humano sempre foi muito ligado a nomes, religiões e bandeiras, mas a espiritualidade não é isso. A espiritualidade é um estado de ser, um estado de espírito em que a pessoa se conecta com ela mesma, descobre quem ela é e manifesta isso no exterior, ao seu entorno e à sua vida. Por isso ela não tem vínculo religioso. A pessoa pode continuar onde está e se aprimorar ali, ou pode se libertar do dogmatismo e seguir de forma livre, como uma consciência sem esses vínculos humanos.
Também apareceram muitas manifestações de saudade de casa, de não suportar viver aqui e de querer voltar para algum lugar. O que eu digo é que todos nós somos consciências extraterrestres, consciências universais, e já tivemos experiências em muitos lugares. Alguns vieram de outros planetas mais recentemente, outros passaram por isso há mais tempo. Mas, se estamos aqui, é por algo e para algo.
Eu não acredito que estejamos aqui por punição. Estamos aqui para aprender. O planeta Terra é uma escola para entendermos as situações da materialidade. E o momento atual é atípico dentro da história humana, porque além das mudanças de civilização, também estamos vivendo uma elevação vibracional do próprio planeta.
A solução começa pela mudança da nossa postura
Muitas pessoas estão esperançosas, esperando por um mundo melhor e por algum tipo de salvador que resolva os problemas do planeta. Mas o que eu tenho que dizer é que somos nós que resolvemos os nossos próprios problemas. Não existe um ser que vá transformar minha vida da noite para o dia. Se observarmos a nossa própria trajetória, veremos que o que vivemos hoje é resultado do que fizemos lá atrás.
As dificuldades atuais não são acaso. Se hoje colhemos o que plantamos antes, então a saída é plantar diferente agora. Se fomos escravos do passado, podemos ser senhores do futuro. Isso significa mudar hoje aquilo que está sendo emitido por nós, porque muitas dessas pessoas que estão em desarmonia, tristeza e negativismo também estão sustentando esse estado com o próprio verbo, com a própria autoafirmação.
Quando alguém repete para si mesmo “eu sofro”, “eu sou infeliz”, “eu sou triste”, “eu sou incapaz”, coloca um peso enorme sobre a própria realidade. O primeiro passo para sair desse estado é abandonar a lamentação. Não é negar o momento difícil, mas reconhecer que ele é passageiro. Eu posso estar triste, mas eu não sou tristeza. Eu posso não estar bem agora, mas isso não define quem eu sou.
Nós somos humanos, suscetíveis a falhas, erros e emotividades. Por isso é tão importante mudar a parte que nos compete. Buscar os ensinamentos da espiritualidade pode proporcionar paz, emancipação espiritual, energética e vibracional, e isso começa a atrair condições melhores pelo próprio estado de ser. Acordar com disposição, decidir estar bem com a vida e com a família, insistir diariamente nessa postura e não se entregar ao desânimo faz diferença real.
No começo pode exigir esforço. É preciso perseverança e até uma certa disciplina para criar ânimo quando ele ainda não veio naturalmente. Mas depois isso se torna mais automático. Como acontece quando aprendemos algo novo, no início há tropeços, e depois o equilíbrio vem com mais facilidade. Todo mundo tem direito à prosperidade, e prosperidade não é riqueza material: é estar em paz nos aspectos espiritual, emocional, físico, financeiro, de saúde e energético.
Por isso, precisamos parar de nos auto-sabotar com afirmações negativas e começar a nos fortalecer por meio daquilo que pensamos, sentimos e falamos. É assim que o caminho começa a mudar.
Fonte de referência: Video — Wikipédia
Perguntas Frequentes
Quais são os sintomas mais comuns do despertar da consciência?
Os sintomas mais comuns incluem sensação de vazio, ansiedade, confusão e uma busca maior por sentido. Também é comum perceber mudanças nos interesses, nas prioridades e na forma de ver a vida.
Por que esse processo pode trazer conflito em vez de paz?
Porque ele costuma mexer com crenças, hábitos e relações que antes pareciam estáveis. Quando isso acontece, a pessoa pode sentir resistência interna e dificuldade para entender o que está mudando.
Como saber se estou passando por esse momento espiritual?
Você pode notar perguntas mais profundas, desconforto com a rotina antiga e vontade de viver de forma mais verdadeira. Também pode sentir que algo dentro de você já não combina com a vida que levava antes.
O que ajuda a lidar melhor com esse processo?
Ajuda acolher o que está sentindo sem se forçar a ter respostas imediatas. Buscar silêncio, reflexão e mudanças pequenas e honestas na rotina pode tornar esse caminho mais leve.