Por Que Sinto Solidão Após o Despertar?

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Por Carlos de Oliveira (Shietnar)

Por Que Sinto Solidão Após o Despertar?

Eu sempre tratei esse trabalho como espiritualidade com simplicidade. O objetivo disso é trazer informações sobre a espiritualidade e sobre os possíveis caminhos de evolução consciencial de uma maneir...

Espiritualidade com simplicidade e o momento que estamos vivendo

Eu sempre tratei esse trabalho como espiritualidade com simplicidade. O objetivo disso é trazer informações sobre a espiritualidade e sobre os possíveis caminhos de evolução consciencial de uma maneira simples, principalmente no que diz respeito aos cuidados que devemos ter em nossas vivências diárias. Também procuro chamar atenção para os cuidados com as informações e com as fontes de informação, para que a gente consiga aproveitar ao máximo esta encarnação, esta experiência que temos aqui neste planeta.

Estamos vivendo um momento muito peculiar dentro da história da Terra. Há uma transição planetária acompanhada de uma mudança vibracional do planeta, em que ele deixa de ser um planeta de terceira dimensão e vai para um planeta de quinta dimensão, ou, como os espíritas dizem, deixa de ser um planeta de expiação e provas e passa a ser um planeta de regeneração. Se todos nós vamos continuar aqui e acompanhar esse salto, eu não sei. Tenho minhas dúvidas, mas esse continua sendo o nosso objetivo.

Por mais difícil que seja, por mais complexo que pareça, nós somos seres humanos mergulhados em mazelas do cotidiano. Temos qualidades e defeitos, e a grande diferença daquele que busca a evolução, a elevação vibracional e consciencial, está nas atitudes, nas ações, nas reações e na maneira como enxerga o mundo e interage com ele. É nisso que a busca espiritual precisa aparecer.

Existe, sim, um trabalho árduo sendo feito pelos irmãos de luz físicos e extrafísicos, irmãos espirituais terrenos, extraterrenos e intraterrenos, para que as pessoas despertem, para que as pessoas acordem. O momento é propício para isso, e a tecnologia nos deu uma condição muito ampla de comunicação. A internet é uma grande fonte de informação para todos os lados, positivos e negativos, e cabe a cada um fazer seus filtros para utilizar essas ferramentas da melhor maneira possível.

Compartilhar não basta: é preciso viver o conteúdo

Às vezes as pessoas ficam chateadas quando eu digo que ainda falta muito, mas eu acho que falta mesmo. Eu mesmo, como consciência encarnada aqui, sei que é difícil integralizar em toda a vida a espiritualidade, as regras maiores, as regras de amor fraterno, de amor incondicional e de trabalho por uma espiritualidade maior. Não adianta replicar textos, figurinhas e imagens com frases bonitas sem dar razão ao conteúdo, sem mastigar esse conteúdo, sem entendê-lo.

Hoje as pessoas continuam em hábitos frenéticos de compartilhamento e também no hábito frenético de não pensar antes de agir. Como estamos envolvidos com a materialidade, isso nos coloca em piloto automático e faz com que a gente deixe de vivenciar as oportunidades que a vida dá em todos os contextos do nosso dia. O esforço da espiritualidade precisa romper esse automatismo.

Eu também ponderei sobre o tipo de informação que muita gente coloca para dentro da própria mente todos os dias. A pessoa se vicia em notícias negativas, em violência, em tragédia, em sangue. Isso sempre existiu, mas a grande questão é como nós visualizamos isso e se precisamos inculcar isso em nossas mentes e em nosso dia a dia.

Infelizmente, o lado animal chama mais atenção em muita gente. Todos nós temos esse animalismo interior, memórias ancestrais e memórias celulares que ainda trazem essa inclinação. Muita gente tem vontade de ver sangue porque não consegue vivenciar a pura paz. E é justamente dentro desse conceito de paz que surge a pergunta sobre como estão vivendo aqueles que buscam o caminho da luz.

Espiritualidade não é religião

Muita gente encontrou a espiritualidade por amor ou por dor, como um caminho de ampliação da consciência. E eu faço questão de deixar claro que quando falo em caminho da espiritualidade eu não estou falando de um caminho religioso. A espiritualidade não tem a ver com religião; ela tem a ver com forma de ver as coisas, com espiritualismo, com a essência do ensinamento de modo abrangente.

Um espiritualista pode gostar de um ensinamento católico, de um ensinamento muçulmano, de um ensinamento evangélico. O espiritualista está acima da religião. Já a religião, infelizmente, luta por dogmas e regras, briga, ofende, condena e até mata por crenças, julgando de antemão o que é certo, o que é errado, quem vai para o céu e quem vai para o inferno.

A espiritualidade precisa se desenraizar definitivamente desses velhos paradigmas e dessas crenças limitantes. Ela precisa se superiorizar no sentido de ter uma visão mais alta, não para ser superior a ninguém, mas para enxergar tudo como parte integrante da evolução da consciência. Ao mesmo tempo, não podemos condenar nenhuma religião de maneira alguma, porque algumas fizeram muito bem em determinadas épocas, trazendo certos freios a consciências que, sem isso, talvez estivessem em brutalidade ainda maior.

Dentro do nosso país, partimos muito da saída do Catolicismo para o Espiritismo, através de Allan Kardec e da codificação. Depois surgiram religiões enraizadas no Brasil, como Umbanda, Candomblé, Santo Daime e outras. Mesmo com acesso a informações transformadoras, muitas vezes os próprios líderes seguram as rédeas dessas informações. Por isso eu insisto: espiritualidade ainda não é Espiritismo, e mesmo sendo espírita, o importante é perguntar o que isso realmente transformou em nossas vidas.

Por que surgem a solidão e o vazio

Muitas mensagens têm chegado até mim de pessoas que estão buscando a espiritualidade e têm se sentido sozinhas, vazias e afastadas. Em alguns casos, elas mesmas se afastam de ambientes e pessoas; em outros, ambientes e pessoas se afastam delas. E a pergunta é natural: se estamos buscando um caminho de luz, por que esse momento de solidão e de vazio?

O que eu creio é que, se a gente não mantiver o equilíbrio, esse processo se torna muito difícil. Ninguém disse que seria fácil o caminho da luz, nem que seria fácil vir a um planeta de expiação e provas numa fase de transição. Estamos recebendo energias externas de elevação, mas também existe todo um contexto de energias que rodam há milhares de anos o planeta Terra: formas-pensamento, o próprio umbral do planeta e a maneira como as pessoas pensam.

Se nós não fizermos nossos esforços para estar mais empoderados, com maior garantia de estar fazendo o bem, a coisa pesa. Uma coisa é se entregar à espiritualidade e fazer acontecer no dia a dia aqueles conceitos; outra coisa é brincar de espiritualista. Há muita gente brincando de espiritualidade, como os papagaios da espiritualidade, compartilhando coisas sem dar a devida atenção, sem entender o âmago da informação nem sua procedência.

Quando a pessoa começa a buscar coerência de verdade, ela passa a visualizar muitas coisas erradas. Houve o caso de uma irmãzinha que saiu do emprego porque já não estava mais em condição de mentir. Ela estava em seu processo de despertar e o trabalho já não cabia mais naquilo que ela estava buscando viver. É aí que começamos a perceber o tamanho das dificuldades que aparecem quando a transformação interior começa de fato.

A transformação mexe com relações, hábitos e escolhas

Se nós começarmos a fazer a verdadeira revolução interior, muita coisa muda mesmo. Às vezes pessoas do próprio círculo familiar acabam se afastando porque você se tornou vegetariano, porque tira seu tempo para estudar, fazer práticas energéticas e meditações. Você já não é mais a pessoa disponível, sem rumo, pronta para qualquer conversa vazia a qualquer hora e em qualquer lugar.

A espiritualidade traz à tona a essência de cada um que está se harmonizando com energias superiores. E essa essência passa a não aceitar mais a ilusão da materialidade e a ilusão do ego. Aqueles que não estão no mesmo estágio acabam se afastando porque acham que você está ficando doido, porque acham que você é fanático, ou porque você deixou de ser a pessoa agradável de antes, que contava piadas com palavrão e alimentava certos tipos de interação.

Isso não significa que a espiritualidade elimine a leveza ou o riso. Rir faz parte da espiritualidade. Também não significa que a pessoa tenha que abandonar cuidados pessoais ou cair em extremos. A espiritualidade não exige deixar de se cuidar, deixar de se vestir bem ou deixar de querer se sentir bonita.

O que não pode é ser escravo dessas coisas, ser escravo do ego. Há diferença entre desejar algo porque aquilo faz bem e desejar algo para ser mais do que o outro. A espiritualidade não exige pobreza nem maltrato; ao contrário, ela traz prosperidade, bem-estar, beleza e harmonia. A questão está em como nós reagimos e como agimos com essa prosperidade que temos.

Grupos, afinidade e apoio na mesma vibração

Eu acho que devemos cobrar o mesmo respeito que damos, mas ao mesmo tempo precisamos estar mais sóbrios e menos fragilizados. Se estamos fazendo esforços ou já realizando contatos com a nossa essência divina, com nosso eu interior, sendo assessorados por nossa consciência divina e tendo acesso a essa consciência universal, não devemos nos entregar a essa sensação de solidão. Muitos têm sentido isso, mas há um caminho para lidar melhor com esse processo.

Por isso eu estimulo muito a montagem de grupos. O objetivo daquele que vai buscando a espiritualidade é ser partícipe de grupos, é ter pessoas na mesma jornada, na mesma frequência, na mesma vibe, na mesma vibração. Se você tem dificuldade de vencer a solidão sozinho, interaja com pessoas que também estão naquela frequência.

Como esses grupos começam? Através de uma amizade que tenha pensamentos comuns. Dentro desses pensamentos comuns, entram a prática da meditação, a conversa sadia de elevação e o debate sobre temas afins, mesmo quando há discordâncias em um ponto ou outro. Ninguém é robozinho para pensar tudo igual, mas é muito importante que existam espaços de interação saudável.

A evolução é individual, mas também existe a evolução grupal e a consciência grupal. Se todos somos um, nada melhor do que aproveitar a condição de estar junto daqueles que pensam de forma semelhante em temas essenciais. Isso ajuda a pessoa a se fortalecer no que está vivenciando e a compreender melhor os processos que se intensificam quando decide viver uma espiritualidade coerente.

E há um ponto que eu considero fato: quanto mais eu rezo, mais tentação aparece. Quando a pessoa resolve assumir um trabalho, se posicionar e buscar uma espiritualidade sem fantasia, de crescimento e coerência, a vida pode se transformar profundamente. Justamente por isso, precisamos entender melhor esses processos, nos ajudar e nos auxiliar, porque muitas vezes a vida consciencial melhora, mas a vida financeira, familiar e profissional se torna caótica. Isso é mais comum do que muitos imaginam.

Fonte de referência: Video — Wikipédia

Perguntas Frequentes

É normal sentir solidão depois de despertar a consciência?

Sim, isso pode acontecer quando sua forma de pensar muda mais rápido do que seus vínculos e hábitos. Você pode perceber que já não se encaixa em certos ambientes, o que traz sensação de distância e vazio.

Por que sinto vazio mesmo entendendo mais sobre espiritualidade?

Porque entender não é o mesmo que viver a mudança no dia a dia. Quando antigas referências caem, é comum surgir um período de transição até que novos sentidos e escolhas se fortaleçam.

Como lidar com a sensação de estar “sozinho no caminho”?

Procure pessoas e grupos com valores parecidos, mas sem forçar encaixe. Também ajuda manter uma rotina simples, conversar com alguém de confiança e respeitar seu tempo de adaptação.

Esse vazio significa que algo está errado comigo?

Não necessariamente. Muitas vezes ele indica que você está passando por uma transformação profunda e reorganizando sua vida por dentro e por fora.