Ensinamentos Espirituais
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Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Eu chamo esse tema de aula porque, na verdade, ele faz parte do aprendizado de nossas vidas. Quando falamos de espiritualidade e de energia, estamos tratando de algo que está por trás de muitas prátic...
Espiritualidade e energia como base comum
Eu chamo esse tema de aula porque, na verdade, ele faz parte do aprendizado de nossas vidas. Quando falamos de espiritualidade e de energia, estamos tratando de algo que está por trás de muitas práticas diferentes. Em diversos trabalhos, terapias e abordagens, o que existe em comum é a espiritualidade e, acima de tudo, a manipulação de energia.
Se percebermos bem, tudo o que está ao nosso redor, tudo o que está em nossas vidas, é energia. Hoje existe uma ciência muito falada, a física quântica, e já começaram a aceitar cientificamente o estado energético das coisas. Quando falamos de orgonite, de mesa radiônica, de cura magnificada e de outras terapias, estamos lidando com energias próprias e energias sutis de nossos mentores, nossos irmãos amparadores, mestres ascensos, consciências planetárias e extra-planetárias.
Do básico que precisamos entender, eu considero essencial o fato de que espiritualidade não tem a ver com religião. Todas as religiões têm determinada espiritualidade e buscam se espiritualizar, cada uma dentro do seu sistema de crenças, mas a espiritualidade é superior à religião. Esse ponto muda tudo, porque nos permite olhar para a experiência espiritual de uma forma mais ampla e mais profunda.
O despertar da consciência e o rompimento das programações
Hoje o ser humano tem tratado, por amor ou pela dor, de viver um despertar da consciência. Fala-se muito sobre isso, mas despertar a consciência é sair de um estado de dormência consciencial. Somente depois desse despertar começamos a entender melhor a própria espiritualidade, a energia, a multidimensionalidade e a vida em nível universal.
Quando digo que isso acontece por amor ou pela dor, é porque muitas pessoas buscaram esse caminho voluntariamente, enquanto outras foram levadas a isso pelas experiências da vida. Se observarmos pessoas de mais idade, veremos que até 1980 não se falava tanto de espiritualidade, porque as religiões estavam muito enraizadas. Depois da orla de nascidos em 1960 e 1970, o que tanto se fala de crianças índigo, hoje adultos índigo, começou a trazer essa sensibilidade mais aguçada para que pudéssemos estar vivendo isso agora.
O que existe hoje, há vinte anos praticamente não existia. E, se existia, recebia rótulo: era seita, era macumba, era algo totalmente pragmatizado. Hoje é muito mais natural falar de espiritismo, de espiritualidade e de trabalhos com energia, ainda que recebam nomes diferentes conforme a tradição. Seja na Seichonoye, na igreja messiânica ou em outras linhas, o que existe é manipulação energética, seja de nossa propriedade, seja de propriedade do universo, e nós também somos propriedade desse universo.
Dentro de todos esses períodos, nós fomos programados. Fomos programados pelos pais, pelas crenças, pelos costumes e pelas repetições da vida. Eu costumo dar uma comparação simples: a criança chora, a mãe balança, e a criança associa esse movimento ao conforto. Mais tarde, a pessoa deita numa rede, sente a balançadinha e já se entrega ao sono. É uma comparação bem tosquinha, mas verdadeira, porque mostra como as programações ficam no subconsciente.
Quando essa programação vai para o nível religioso, ela se transforma no medo de acreditar em algo diferente daquilo que já foi imposto. Aos cristãos, por exemplo, pode surgir o medo de fazer algo desconforme com o livro sagrado da religião, e isso bloqueia o avanço. O mesmo acontece em outros sistemas de crença. Só que, com a vinda desses irmãos mais livres, mais abertos e até mais rebeldes, começou uma grande onda no mundo inteiro de abertura para novas informações.
A expansão da espiritualidade e os riscos da superficialidade
Em vários lugares do planeta surgiram células de pessoas trazendo informações diferentes daquelas em que fomos educados a acreditar. Os indianos tiveram um papel nessa transformação, os taoístas também, e outras tradições foram contribuindo para esse movimento. No Brasil, isso encontrou um terreno muito privilegiado, porque aqui convivemos com diversas culturas, raças e religiões, e isso permite que todos coexistam de maneira relativamente tranquila.
Com a expansão da internet, das redes sociais e das mídias sociais, a comunicação se tornou gigantesca. Junto com isso vieram muitas coisas chamadas espiritualistas. O problema é que a internet não tem filtro, então aparece todo tipo de informação, de barbaridade e de sistema de crença, e a cada dia parece surgir uma nova forma de salvação externa.
Por isso eu faço um alerta: o reconhecimento da espiritualidade precisa partir do espírito, do que é interno. Toda busca que devemos fazer tem de vir de dentro para fora, não de fora para dentro. Hoje muita gente se coloca à mercê de informações espalhadas por aí, acha bonitinho e adere àquilo, sem profundidade. A vida então começa a se tornar um caos, porque a pessoa perde o sentido espiritual e passa a ser apenas uma executora de informações sem saber de onde elas vieram.
Eu vejo que a espiritualidade é uma cobrança interna. Quando começamos a nos aproximar dela, a consciência nos cobra diariamente ações cada vez melhores, ações mais coerentes com o amor e com a fraternidade. Quando nos afastamos disso, nós mesmos sentimos essa cobrança, a menos que tapemos nossos olhos com a materialidade.
A materialidade, o consumo e a perda da própria experiência
A materialidade é a famosa Matrix. Para quem assistiu ao filme, aquilo espelha muito do que vivemos no cotidiano, não por causa de uma fantasia externa controlando tudo, mas por nossa própria condição humana e pela vontade de poder. Em algum momento, todo mundo quis se destacar, estar à frente de alguma situação, de um grupo, de um negócio. Isso é humano.
Dentro desse cenário, existem formas de controle que agem pelo consumo. Tampam a nossa mente através da vontade de comprar, de desejar, de correr atrás do que nos é induzido. Existe até estudo científico para isso, o neuromarketing, que estuda a mente das pessoas com a finalidade de induzi-las a comprar, mesmo quando elas não querem, por causa de cor, formato e fonte.
A alimentação é um dos menores problemas, menores entre aspas, porque através dela também pode haver manipulação para mais consumo, para adoecimento e, consequentemente, para dependência de remédios. O mesmo vale para outros setores da vida. Dentro desses parâmetros de poder e dessas questões de indução ao consumo, nós deixamos de vivenciar nossa própria experiência e passamos a viver uma vida superficial.
Viemos a este planeta com o objetivo de algum resgate, seja kármico, seja um momento de dharma, de execução de uma missão espiritual mais ampla. No entanto, há verdadeiros mestres apagados dentro da materialidade. Os mentores já tentaram de toda forma habilitar essas pessoas para o trabalho, mas elas permanecem presas ao mundo material.
Interiorização, meditação e autodomínio energético
Qual é o segredo para sair dessa condição? Para mim, Carlos, a melhor ferramenta que encontrei até hoje é a meditação. Meditar é silenciar, interiorizar e resgatar a essência. É parar, respirar e começar a ouvir.
Muita gente pergunta como vai saber que existe algo dentro de si. Eu digo: mantenha a prática. Na meditação diária, quando silenciamos, é como se aquele diabinho desaparecesse e ficasse apenas o anjinho consciencial dando as respostas que precisamos para o dia a dia, para que não caiamos nas mazelas que nós mesmos geramos.
Se temos problemas, basta fazer uma retrospectiva da vida e ver em que momento ela se transformou positivamente ou negativamente. Quase sempre vamos perceber que fomos nós mesmos que fizemos uma escolha. E eu não coloco isso como certo ou errado em termos absolutos, porque é experiência, é vivência.
Dentro desse processo, às vezes a pessoa até escreve suas questões para não esquecer. Depois medita, relê, e a solução aparece, seja na primeira, na segunda, na terceira ou na quarta vez. O importante é voltar a percepção para dentro e começar a descobrir por si mesmo aquilo que precisa ser compreendido.
Tudo isso se liga diretamente à energia. O espiritualista entende que a matéria é apenas um estado temporário em que a consciência habita para aprendizado, crescimento e evolução. Quando desencarnamos, voltamos ao nosso estado original, espiritual, e fazemos um balanço do que foi a vida terrena.
Elevação vibracional, proteção e aprofundamento verdadeiro
Na experiência energética, muita coisa se torna evidente. A empatia, a simpatia e a antipatia mostram como sentimos energeticamente as pessoas. Aqueles que são mais sensíveis conseguem, às vezes, perceber até a personalidade de alguém apenas pela presença. Isso acontece porque temos nossa aura, esse complexo energético emocional, espiritual e físico que forma nosso entorno.
Quando duas auras se encontram em estados muito diferentes, pode existir rejeição energética. E isso se vê na vida cotidiana, nos ambientes de trabalho, nas casas e nas relações. Por isso eu bato tanto na tecla do conhecimento da energia e do autodomínio energético. Para mim, essa é uma das maiores ferramentas para atuar como uma consciência mais lúcida neste planeta.
O uso de recursos como orgonite, cristais e limpezas energéticas pode apoiar, proteger e equilibrar. Mas é importante entender o limite dessas ferramentas. Um orgonite pode ajudar a elevar a vibração e favorecer proteção, porém não vai sozinho fazer um desacédio ou uma desobsessão. Tudo depende também da nossa ação e do nosso domínio energético para expurgar negatividades.
Uma alimentação saudável, uma limpeza energética, o apoio de ferramentas adequadas e o trabalho interior contribuem para que a pessoa saia vibrando positivamente. E o que mais queremos na vida é viver em paz, viver tranquilos, poder manifestar o amor com beleza no dia a dia. Quando elevamos nossa vibração, elevamos nossa espiritualidade e acessamos informações importantes sobre quem somos, de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde vamos.
Essas perguntas são fundamentais. Quem nunca as questionou pelo menos uma vez ainda está muito na superficialidade. A espiritualização e a elevação energética nos preparam, aos poucos, para acessar informações superiores, inclusive memórias que só devem vir quando estivermos preparados.
Por isso eu digo que não devemos ser levianos. Não basta ser da geração namastê, colocar um japamala no pescoço, carregar um orgonite no bolso e repetir palavras bonitas. É preciso aprofundar a raiz disso tudo, entender o porquê e o para quê. Só assim teremos maior efetividade no caminho espiritual.
Também existe hoje uma cobrança interior muito forte, um anseio de que algo está para acontecer. Eu compreendo isso como parte de um movimento universal. O planeta está passando por uma posição da galáxia em que está sendo exposto a energias diferentes das de outros tempos, e isso acelera o nosso entendimento e a nossa vontade de conhecer mais. Esse processo é o que chamamos de transição planetária.
Fonte de referência: Video — Wikipédia
Perguntas Frequentes
O que são ensinamentos espirituais?
São ideias e práticas que ajudam a pessoa a refletir sobre si mesma, sua energia e sua forma de viver. Eles convidam ao autoconhecimento e a uma relação mais consciente com a vida.
Como a espiritualidade se relaciona com a energia?
A espiritualidade ajuda a perceber como pensamentos, emoções e atitudes influenciam o nosso estado interno. Quando entendemos isso, fica mais fácil cuidar da própria energia no dia a dia.
Por que o texto fala em romper programações?
Porque muitas vezes repetimos hábitos, crenças e reações sem perceber. O despertar da consciência permite identificar essas repetições e escolher caminhos mais alinhados com o que realmente faz sentido.
Meditação e interiorização podem ajudar na vida prática?
Sim, porque elas favorecem mais foco, calma e domínio emocional. Com isso, a pessoa tende a agir com mais clareza, menos impulso e mais presença nas escolhas cotidianas.