Estudos da Consciência - Evoluir ou Despertar?
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Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Quando eu trago a questão de despertar ou evoluir, é porque muitas correntes filosóficas e muitas correntes religiosas acabam se confundindo nessas duas ideias. A intenção de tratar desse tema é justa...
Despertar ou evoluir?
Quando eu trago a questão de despertar ou evoluir, é porque muitas correntes filosóficas e muitas correntes religiosas acabam se confundindo nessas duas ideias. A intenção de tratar desse tema é justamente olhar para essa confusão e tentar organizar o raciocínio. Há linhas de pensamento que entendem a espiritualidade universal dentro de regras evolutivas muito específicas, e isso leva muita gente a falar de evolução como se estivéssemos tratando sempre da mesma coisa.
Uma dessas visões sustenta que nós passamos do mineral para o vegetal, do vegetal para o animal e depois para o homo sapiens. Nessa leitura, não se trata exatamente de dizer que a pedra vira vegetal ou que o macaco vira homem de forma literal, mas sim que a consciência vai se elevando até ter capacidade de assumir um segundo corpo, um terceiro corpo e assim sucessivamente. Essa é uma interpretação que existe e que influencia bastante a maneira como as pessoas entendem o caminho espiritual.
Eu, particularmente, não acredito que seja dessa forma. Acredito que sejam evoluções separadas. Até então, a informação que recebi é que o animal tem o seu mundo de evolução diferenciado do vegetal, que também é diferenciado do mineral, que por sua vez é diferenciado do humano, e assim por diante. Dentro desse contexto, o que me importa é deixar claro que nem toda ideia de evolução precisa ser entendida como uma única escada compartilhada por todos os reinos.
A consciência não nasce bruta para ser construída do zero
Muita gente também acredita que, deixando de lado as questões de animal, vegetal e mineral, o homem nasceu e a consciência nasceu totalmente sem conhecimento. A partir daí, ao longo de sua história, de suas encarnações e das passagens que teve em projetos planetários, essa consciência iria evoluindo cada vez mais. Nessa visão, ela teria surgido como uma consciência bruta e seria lapidada com o passar do tempo, por meio das encarnações, ao longo de milhares ou milhões de anos.
Para mim, o caminho correto é outro: o despertar. Fomos criados à imagem e semelhança da fonte criadora e, na verdade, não somos algo separado dela. Somos uma partícula da fonte criadora. Eu acredito que somos a centelha divina tal qual é a fonte criadora. Quando parto desse princípio, a grande questão deixa de ser uma construção do zero e passa a ser a memória.
Se a base é essa, então a pergunta principal não é como uma consciência vazia vai acumulando conteúdo até se tornar algo elevado. A pergunta passa a ser como essa consciência, sendo o que é em essência, entra em determinados campos de experiência e se afasta da lembrança de sua própria natureza. É por isso que eu falo em despertar. Não como algo decorativo, mas como o ponto central do processo.
A experiência nos reinos mais densos e a programação que recebemos
Ao entrar nos reinos de experiência, nos momentos e nos locais de manifestação, a consciência encontra ambientes muito diferentes entre si. Existem lugares mais densos, lugares mais trevosos, com mais ausência de luz, e também planetas realmente em estados primitivos. Se uma alma é criada hoje, no momento em que se separa de sua família cósmica, ela é encaminhada para a experiência em determinadas localizações. E é lá que começa seu contato com o bruto, com aqueles que já estão brutos antes dela.
Esse ponto se relaciona com algo que considero muito importante: a programação. A maneira como somos programados interfere profundamente na forma como nos manifestamos. Se observarmos nossos filhos, veremos isso com muita clareza. Nos primeiros seis anos de idade, se a casa é marcada por grito, por briga e por tumulto quase diário, que rumo essa criança tende a tomar?
O mais provável é que siga um rumo semelhante ao da família, porque foi isso que aprendeu e foi isso que entendeu por vida. À medida que cresce e amadurece, ela pode ter a oportunidade de se reprogramar, de deixar para trás aquilo que recebeu como padrão. Mas, na maioria dos casos, tende a replicar o que aprendeu. Trago esse exemplo porque ele ajuda a compreender que o processo consciencial não está isolado: ele também passa pelo modo como a experiência molda temporariamente a expressão da consciência.
Evoluir como grau de desperticidade
Segundo o meu ponto de vista, a evolução se caracteriza pelo despertar. Dito de outra forma, evoluir é o grau de desperticidade que o indivíduo tem. Com o passar do tempo, dentro de nossa história de vida e de existências, vamos subindo uma espiral evolutiva. Nesse movimento, vamos tendo cada vez mais consciência das questões do universo e uma sintonia natural maior com as questões do cosmos, da universalidade e da nossa própria natureza consciencial.
Quando isso acontece, a pessoa começa a ficar cada vez mais apta a ouvir vozes de vibrações mais altas e a agir em conformidade com essa evolução. Não se trata apenas de acumular experiências, mas de alcançar um nível de percepção e alinhamento que permite responder de outra forma à vida. A mudança não é só externa. Ela se manifesta no modo como a consciência passa a compreender e conduzir a si mesma.
A consequência de nossos atos vai nos levar a uma condição de ascensão. Isso significa uma condição em que não existe mais a necessidade de ter a experiência física ou a experiência reencarnatória. A partir daí, a consciência passa a estar em um estágio de ascensão e os propósitos de sua vida serão maiores. Por isso esses processos são importantes de entender passo a passo.
O chamado, o autoconhecimento e o autodomínio
O processo de consciência, o despertar da consciência, é quase necessário para a grande maioria das pessoas, dependendo do estágio evolutivo em que cada uma se encontra. Existe um chamado natural que vem de energias superiores. Muitas pessoas sentem essas energias e percebem que existe algo a mais no ar. Quando isso acontece, elas estão percebendo esse chamado e buscando o autoconhecimento.
Ao mesmo tempo, nem todos sentem isso. Muitos outros não percebem esse chamado, e provavelmente não é o momento dessas pessoas. Isso também faz parte do entendimento do processo. Nem todos estão no mesmo ponto de sensibilidade, nem no mesmo ponto de resposta interior diante desse movimento.
Quando falo em despertar da consciência, estou falando de estarmos prestes ao rumo de entender os nossos processos de autodomínio consciencial, físico e energético, tendo domínio de todas essas situações. É isso que chamo de despertar da consciência. Sejamos Luz.
Fonte de referência: Video — Wikipédia
Perguntas Frequentes
Despertar e evoluir são a mesma coisa?
Não exatamente. Evoluir costuma estar ligado ao desenvolvimento gradual da consciência, enquanto despertar aponta para uma mudança mais profunda de percepção.
A consciência já nasce pronta ou precisa ser construída?
A ideia central do artigo é que a consciência não nasce bruta para ser criada do zero. Ela já traz potenciais, mas precisa de experiências para se ampliar e se reconhecer.
Qual é o papel das experiências difíceis no crescimento da consciência?
Elas podem funcionar como parte importante do aprendizado, especialmente nos reinos mais densos da existência. Muitas vezes, é no desafio que a pessoa percebe padrões, limitações e oportunidades de mudança.
Como saber se estou evoluindo ou despertando?
Você pode notar isso quando passa a se observar melhor, ganha mais autodomínio e entende suas reações com mais clareza. Em geral, os dois processos caminham juntos, mas em ritmos diferentes.