Diferença entre Parapsiquismo e Mediunidade
Categoria: Despertar
Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Mediunidade x Parapsiquismo ...
Mediunidade x Parapsiquismo
Mediunidade:
É o ato de mediar algo com alguém ou alguma coisa.
Na espiritualidade é mediar entre uma consciência extrafisica (Espirito) e uma consciência física (Encarnado).
Então necessitamos de um encarnado mediando um espírito.
Parapsiquismo:
São características psíquicas paralelas a realidade dos 5 sentidos reconhecidos pela ciência.
Há vários atributos como clariaudiência, clarividência, vidência, visão remota, telepatia, etc.
E esses atributos são pessoais e individuais e não dependem de uma consciência extrafisica (espirito) para acontecer.
Essas são, basicamente as diferenças.
Entendendo o ponto central
Quando eu falo de mediunidade, estou falando de mediação. A palavra em si já indica a função: existe algo sendo intermediado. Dentro da espiritualidade, essa mediação ocorre entre uma consciência extrafisica e uma consciência física. Ou seja, não basta apenas uma percepção sutil ou uma sensação diferente; na mediunidade, existe a participação de um espírito e a necessidade de um encarnado fazendo essa ponte.
Esse detalhe é o que define a questão. Muitas pessoas misturam os termos porque ambos lidam com aquilo que vai além dos 5 sentidos reconhecidos pela ciência. Mas uma coisa é perceber, captar, ouvir, ver ou sentir por atributos da própria consciência. Outra coisa é mediar uma comunicação, uma manifestação ou uma interação entre um espírito e alguém encarnado. Na mediunidade, há essa relação entre as duas consciências.
Por isso eu digo de forma direta: necessitamos de um encarnado mediando um espírito. Sem esse elemento, não estamos falando de mediunidade no sentido espiritual que apresentei aqui. Estamos falando de outra ordem de manifestação.
O que é o parapsiquismo
O parapsiquismo, por sua vez, diz respeito a características psíquicas paralelas à realidade dos 5 sentidos. Isso quer dizer que ele não se limita ao ver com os olhos físicos, ouvir com os ouvidos físicos ou tocar com o corpo físico. Ele se expressa por outros atributos, que fazem parte da experiência da própria consciência.
Quando cito clariaudiência, clarividência, vidência, visão remota e telepatia, estou apontando exemplos de como esses atributos podem se manifestar. São faculdades que pertencem ao indivíduo, e por isso afirmo que são pessoais e individuais. Elas podem ocorrer sem depender da presença de uma consciência extrafisica se comunicando.
Esse ponto precisa ficar muito claro. Se um atributo é pessoal e individual, então sua ocorrência não exige a participação de um espírito. A pessoa pode ter uma percepção, uma captação ou uma experiência parapsíquica pela própria condição sensível que possui. Isso diferencia o parapsiquismo da mediunidade de maneira objetiva.
Por que tanta gente confunde os dois
A confusão normalmente acontece porque, na prática, os dois temas tocam o invisível aos 5 sentidos comuns. Como ambos se relacionam com percepções fora do padrão material imediato, muita gente chama tudo de mediunidade. Mas isso não é exato.
Se uma pessoa manifesta telepatia, isso não quer dizer, automaticamente, que ela esteja mediando um espírito. Se ela tem clarividência ou visão remota, isso também não significa, por si só, que existe uma consciência extrafisica se comunicando com ela. Pode ser apenas o funcionamento de um atributo parapsíquico pessoal.
Da mesma forma, quando há efetivamente uma mediação entre um espírito e um encarnado, aí sim estamos diante da mediunidade. A diferença parece simples, e de fato é simples, mas precisa ser respeitada para que cada fenômeno seja compreendido dentro da sua natureza.
A diferença na prática
Na prática, a diferença importa porque evita interpretação errada sobre aquilo que a pessoa vive. Se tudo for colocado no mesmo saco, a tendência é perder a clareza. E sem clareza, a pessoa pode atribuir a um espírito algo que pertence ao seu próprio atributo psíquico, ou pode deixar de reconhecer uma mediação espiritual real por falta de discernimento entre os dois conceitos.
Quando eu digo que os atributos parapsíquicos não dependem de uma consciência extrafisica para acontecer, estou reforçando exatamente isso: nem toda experiência fora dos 5 sentidos é mediúnica. Às vezes, a experiência é da própria pessoa, da própria sensibilidade, da própria capacidade psíquica se expressando.
Já na mediunidade, a lógica é outra. Há o encarnado e há o espírito. Há a função de mediar. Então o centro da experiência não é apenas uma percepção pessoal; é a ponte entre uma consciência física e uma consciência extrafisica.
Atributos pessoais e individuais
Quando afirmo que esses atributos são pessoais e individuais, quero destacar que eles pertencem à constituição psíquica de cada um. Alguns percebem mais por clariaudiência, outros por clarividência, outros por telepatia, outros por mais de um desses atributos. Ainda assim, continuam sendo expressões do parapsiquismo, desde que não dependam de uma consciência extrafisica para acontecer.
Isso também mostra por que não se deve generalizar. Nem toda pessoa vivencia o parapsiquismo da mesma forma. O atributo pode se apresentar de modos diferentes, com intensidades diferentes e por vias diferentes, mas permanece dentro da mesma ideia central: uma característica psíquica que vai além dos 5 sentidos reconhecidos pela ciência.
O importante aqui é não perder o eixo da explicação. O parapsiquismo é da pessoa. A mediunidade é a mediação entre o espírito e o encarnado.
Clareza traz discernimento
Eu vejo valor em nomear corretamente essas experiências porque isso traz discernimento. Quando a pessoa compreende o que é mediunidade e o que é parapsiquismo, ela deixa de tratar tudo como se fosse a mesma coisa. E isso ajuda muito na leitura da própria vivência.
Se há necessidade de um encarnado mediando um espírito, estamos no campo da mediunidade. Se há atributos psíquicos pessoais e individuais atuando sem depender de uma consciência extrafisica, estamos no campo do parapsiquismo. Essa separação não complica; ela organiza.
Não estou colocando um acima do outro. Estou apenas definindo. São experiências diferentes, embora possam parecer parecidas para quem observa de fora ou para quem ainda não distinguiu bem os termos.
As diferenças, basicamente, são essas
No fim, a base é simples. Mediunidade é mediação. Na espiritualidade, é mediação entre uma consciência extrafisica e uma consciência física. Portanto, necessita de um encarnado mediando um espírito.
Parapsiquismo são características psíquicas paralelas à realidade dos 5 sentidos reconhecidos pela ciência. Envolve atributos como clariaudiência, clarividência, vidência, visão remota, telepatia e outros. Esses atributos são pessoais e individuais e não dependem de uma consciência extrafisica para acontecer.
Essas são, basicamente as diferenças.
Sejamos Luz!
Shietnar / Carlos de Oliveira
Missionários de Shan
Fonte de referência: Despertar — Wikipédia
Perguntas Frequentes
Qual é a diferença entre mediunidade e parapsiquismo?
Mediunidade é a capacidade de fazer a ponte entre uma consciência física e uma consciência extrafísica. Já o parapsiquismo reúne percepções e habilidades psíquicas que vão além dos cinco sentidos, sem depender necessariamente de comunicação com espíritos.
Toda pessoa com parapsiquismo é médium?
Não necessariamente. Uma pessoa pode ter percepções como clarividência ou clariaudiência sem atuar como médium. A mediunidade envolve especificamente a mediação entre o plano físico e o extrafísico.
Quais são exemplos de parapsiquismo?
Alguns exemplos são clarividência, clariaudiência e vidência. Essas experiências podem se manifestar como percepções, intuições ou captações que fogem da percepção comum.
Como saber se estou tendo mediunidade ou parapsiquismo?
Observe se a experiência envolve contato ou comunicação com uma consciência extrafísica, o que aponta mais para mediunidade. Se for apenas uma percepção fora do comum, sem essa interação, pode estar mais ligada ao parapsiquismo.