Como Eliminar 10 ladrões de suas Energias

Categoria: Despertar

Por Carlos de Oliveira (Shietnar)

Como Eliminar 10 ladrões de suas Energias

Com atitudes simples, porém necessárias para nosso bem viver e manter nossa saúde em equilíbrio, o Dalai Lama nos dá 10 orientações para não desgastarmos desnecessariamente nossas energias mentais....

Orientações para poupar energia

Um mestre espiritual orientando calmamente um pequeno grupo em um ambiente natural sereno, representando orientações práticas para poupar energia mental.
Um mestre espiritual orientando calmamente um pequeno grupo em um ambiente natural sereno, representando orientações práticas para poupar energia mental.

Com atitudes simples, porém necessárias para nosso bem viver e manter nossa saúde em equilíbrio, o Dalai Lama nos dá 10 orientações para não desgastarmos desnecessariamente nossas energias mentais.

São orientações diretas, práticas e muito fáceis de compreender, mas que nem sempre são fáceis de viver. Muitas vezes, o desgaste mental não vem apenas dos grandes problemas, mas principalmente da soma de pequenas tolerâncias, pequenos adiamentos, pequenos excessos e pequenas resistências que vamos acumulando ao longo dos dias. Quando percebemos, já estamos cansados por dentro, sem saber exatamente onde foi que deixamos tanta energia.

Por isso, olhar para esses pontos com sinceridade pode nos ajudar a viver com mais equilíbrio. Não se trata de endurecer o coração, nem de fugir das responsabilidades, mas de parar de alimentar desgastes que poderiam ser evitados com mais consciência e posicionamento.

1. Afaste-se daquelas pessoas que só chegam para compartilhar queixas, problemas, histórias desastrosas, medo e julgamento dos outros. Se alguém procura uma lata para jogar o lixo que tem dentro, que não seja na sua mente.

Essa orientação é muito clara. Há pessoas que se aproximam não para construir, somar ou compartilhar algo útil, mas apenas para despejar conteúdos pesados. Saímos desses encontros mais cansados do que entramos, porque passamos a carregar mentalmente aquilo que nem nos pertence. Preservar a própria mente também é uma forma de cuidado.

Isso não significa falta de compaixão. Significa discernimento. Uma coisa é ouvir alguém em um momento de necessidade real; outra, bem diferente, é se tornar depósito constante de queixas, medo e julgamento. Quando isso vira hábito, o desgaste é inevitável.

2. Pague as suas contas a tempo. Ao mesmo tempo, cobre aqueles que te devem ou escolha deixar para lá, se você já percebeu que é impossível receber.

Débitos em aberto consomem energia. Aquilo que fica pendente continua ocupando espaço na mente, mesmo quando tentamos ignorar. Pagar as contas a tempo é uma forma de trazer ordem e aliviar um peso que, muitas vezes, acompanha silenciosamente a rotina.

Da mesma maneira, quando alguém nos deve, é preciso tomar uma posição. Cobrar, quando cabe, é justo. Mas quando já se percebe que é impossível receber, insistir indefinidamente também vira desperdício de energia. Às vezes, escolher deixar para lá não é perder; é parar de alimentar um desgaste sem solução.

3. Cumpra as suas promessas. Se você não cumpriu alguma, pergunte-se o porquê desta resistência. Sempre você tem o direito de mudar de opinião, de se desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer outra alternativa diante de uma promessa não cumprida, mesmo que já um costume. A forma mais fácil de evitar o não cumprimento de algo que você não quer fazer é dizer “NÃO” desde o começo.

A promessa não cumprida pesa para quem espera e pesa também para quem prometeu. Ela se transforma em cobrança interna, desconforto e fuga. Por isso, vale muito a pena observar essa resistência. Quando não cumprimos algo, nem sempre o problema está apenas na tarefa; muitas vezes, está no fato de termos dito “sim” sem verdade.

Dizer “não” desde o começo evita muitos conflitos futuros. E quando já houve uma promessa não cumprida, ainda assim há caminhos honestos: se desculpar, compensar, renegociar, oferecer outra alternativa. O que desgasta é a omissão prolongada, o adiamento do posicionamento e o costume de deixar as coisas sem clareza.

Organize tarefas e descanso

Uma pessoa organiza tarefas em uma mesa, separando obrigações cansativas do tempo de descanso e de atividades prazerosas.
Uma pessoa organiza tarefas em uma mesa, separando obrigações cansativas do tempo de descanso e de atividades prazerosas.

4. Elimine, dentro do possível, e delegue aquelas tarefas que você prefere não fazer, dedicando o seu tempo àquilo que, sim, você desfruta fazer.

Nem tudo pode ser eliminado, e nem tudo pode ser delegado, mas dentro do possível essa orientação é libertadora. Há tarefas que apenas drenam, repetidamente, e que nos afastam daquilo que fazemos melhor ou com mais alegria. Quando organizamos melhor nosso tempo, passamos a direcionar energia para o que realmente nos cabe e para aquilo que pode ser feito com presença e gosto.

Desfrutar o que se faz não é luxo. É também uma maneira de preservar forças. Quanto mais a vida fica tomada por tarefas que geram resistência, maior tende a ser o cansaço mental. Rever isso é sabedoria prática.

5. Dê permissão a você mesmo para um descanso, quando você estiver em um momento que o necessite e dê permissão a você mesmo para agir quando estiver em um momento de oportunidade.

Há momentos em que parar é necessário. E há momentos em que adiar é perder a ocasião. Ter sensibilidade para perceber a diferença é fundamental. O descanso não é fraqueza, mas reposição. E agir quando a oportunidade se apresenta também é saúde, porque evita a estagnação e o arrependimento.

Muita gente sabe trabalhar, mas não sabe descansar. Outras vezes, a pessoa quer descansar quando é hora de agir. Essa orientação pede equilíbrio entre pausa e movimento. Dar permissão a si mesmo, nos dois casos, é sinal de maturidade.

6. Jogue fora, recolha e organize… nada te tira mais energia que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado que você já não necessita.

O ambiente em que vivemos interfere muito no nosso estado interno. Um espaço desordenado exige mais da mente, dispersa, incomoda e mantém por perto excessos que já perderam o sentido. Coisas do passado que você já não necessita continuam ocupando espaço fora e dentro.

Jogar fora, recolher e organizar é mais do que uma ação material. É retirar da vista e da rotina o que já não serve. À medida que o espaço se torna mais leve, a mente também tende a respirar melhor. Ordem externa ajuda a reduzir ruídos internos.

Saúde e limites pessoais

Uma pessoa em repouso, com expressão tranquila, representando atenção à saúde e aos sinais do próprio corpo.
Uma pessoa em repouso, com expressão tranquila, representando atenção à saúde e aos sinais do próprio corpo.

7. Dê prioridade à sua saúde, sem a máquina do corpo trabalhando ao máximo, você não pode fazer muito. Tome tempo para perceber o que seu corpo está te dizendo.

Essa imagem da máquina do corpo é muito objetiva. Se ela não está funcionando bem, tudo o mais fica comprometido. Muitas vezes, queremos continuar produzindo, resolvendo, sustentando e atendendo demandas, mas sem ouvir os sinais que o corpo já vem emitindo há tempos.

Tomar tempo para perceber o que seu corpo está te dizendo é uma necessidade. O corpo fala por meio do cansaço, da tensão, da indisposição e da falta de equilíbrio. Ignorar isso cobra preço. Priorizar a saúde é proteger a base que sustenta todas as outras áreas.

8. Enfrente as situações tóxicas que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária.

Tolerar por tempo demais aquilo que faz mal consome muito. Situações tóxicas desgastam não apenas no momento em que acontecem, mas também na antecipação, na preocupação e na repetição. O peso de saber que algo está errado e permanecer sem ação vai corroendo a energia aos poucos.

Tomar a ação necessária pode assumir formas diferentes, mas a orientação é não continuar apenas suportando. Seja em relação a um amigo, um familiar, um companheiro ou um grupo, chega um ponto em que enfrentar é mais saudável do que prolongar o sofrimento em silêncio.

9. Aceite. Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia que o resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar.

Essa distinção é essencial: aceitar não é resignação. Aceitar é reconhecer o que é, quando já não há possibilidade de mudança. Resistir ao inevitável mantém a mente em luta contínua, e essa luta drena forças de maneira profunda.

Quando não podemos mudar uma situação, continuar brigando com ela por dentro não altera os fatos, apenas aprofunda o desgaste. A aceitação traz um tipo de descanso mental. Não porque a situação deixe de ser difícil, mas porque paramos de gastar energia contra aquilo que está fora do nosso alcance.

10. Perdoe… deixe ir uma situação que está te causando dor… você sempre pode escolher deixar ir a dor da recordação.

Perdoar, aqui, aparece como libertação do peso da dor que continua sendo carregada. Há situações que já passaram, mas seguem vivas na recordação, reacendendo o sofrimento cada vez que são revisitadas internamente. Isso também consome energia.

Deixar ir a dor da recordação não apaga o vivido, mas muda a forma de carregar isso dentro de si. O perdão, nesse sentido, encerra um vínculo de sofrimento mantido pela memória dolorosa. E quando essa dor deixa de ser alimentada, há mais espaço interno para viver com menos peso.

Esses ensinamentos apontam para algo muito simples e muito verdadeiro: grande parte do nosso desgaste mental pode ser reduzida quando passamos a viver com mais clareza, ordem, responsabilidade, limites e aceitação. Poupar energia não é se afastar da vida, mas aprender a não entregá-la desnecessariamente ao que só drena, pesa e adoece.

Ensinamentos de Dalai Lama

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Shietnar | Carlos de Oliveira

Missionários de Shan

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Fonte de referência: Despertar — Wikipédia

Perguntas Frequentes

O que são os “10 ladrões de energias” mencionados no artigo?

São hábitos e atitudes do dia a dia que desgastam sua mente, seu foco e sua disposição sem necessidade. O artigo mostra como pequenas mudanças podem ajudar a preservar sua energia emocional e mental.

Como essas orientações ajudam na prática?

Elas ajudam você a organizar melhor o tempo, evitar preocupações excessivas e reduzir desgastes com situações que não valem tanto esforço. Assim, sobra mais energia para o que realmente importa na sua rotina.

Preciso mudar tudo de uma vez para sentir diferença?

Não. O ideal é começar por uma ou duas orientações e aplicá-las no dia a dia aos poucos. Com constância, essas mudanças simples já podem trazer mais equilíbrio e leveza.

Essas dicas servem para qualquer pessoa?

Sim, porque são orientações simples e fáceis de adaptar à rotina de qualquer pessoa. Elas podem ser úteis para quem quer viver com mais calma, clareza e menos desgaste emocional.