Parar, Respirar, Sentir e Agir
Categoria: Despertar
Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Comece seguindo essa sequência para sair do piloto automático que o deixa no padrão inconsciente de ações....
Comece seguindo essa sequência para sair do piloto automático que o deixa no padrão inconsciente de ações.
Parar: a pausa que devolve você a você
No mundo acelerado em que vivemos, a mente quase nunca cala. Ela é tagarela por natureza, e isso está tudo bem: sua mente realmente não consegue parar nunca. Parar não é silenciar a mente à força, é criar um momento de pausa. É separar um instante, nesse mundo acelerado, para se reconectar com o seu interior. Não confie cegamente em ninguém que diga que existe uma fórmula mágica: comprove por si. Faça a pausa e observe o que acontece por dentro.
Quando falo em parar, não estou falando de abandonar a vida, os compromissos ou as responsabilidades. Estou falando de interromper, ainda que por alguns instantes, esse fluxo mecânico que vai empurrando você de uma ação para outra sem que perceba o que está sentindo, pensando e escolhendo. O piloto automático age justamente assim: ele transforma seus dias em repetição inconsciente. Você faz, reage, responde, se desgasta, e muitas vezes nem percebe de onde partiu aquilo que fez.
A pausa devolve presença. Ela cria um espaço entre o impulso e a ação. E é nesse espaço que você começa a se enxergar novamente. Sem essa pausa, a tendência é continuar preso ao padrão inconsciente de ações. Com essa pausa, você começa a notar o que antes passava despercebido: o excesso de aceleração, a mente carregada, a reação precipitada, a escolha feita sem consciência. Parar, então, não é perder tempo. Parar é recuperar direção.
Muita gente procura mudanças grandes sem antes aprender esse primeiro movimento simples. Mas tudo começa aqui. Antes de agir de forma mais consciente, antes de querer harmonia, paz ou equilíbrio, é preciso perceber o estado em que se está. E isso só acontece quando há disposição para interromper o automatismo e olhar para dentro. Ainda que seja uma pausa breve, ela já representa uma mudança real de posicionamento diante de si mesmo.
Respirar e sentir: o momento presente é o mais significante
Depois de parar, respire. Traga a atenção para o instante atual, para dentro do seu corpo, para a única coisa que de fato existe: o agora. O momento presente é o mais significante que você tem, porque é nele que a vida realmente acontece. Muitas vezes o que nos consome é o que ainda não se concretizou - uma preocupação, um compromisso futuro, um cenário imaginado. Ao voltar para o presente, você percebe que não precisa controlar todos os fatos da sua vida, e passa a reagir melhor diante de qualquer circunstância. Deixe os pensamentos fluírem, sem se cobrar. Sentir é esse reencontro íntimo com o seu Eu Interior.
Respirar, nesse contexto, não é apenas um ato físico que já acontece naturalmente. É um retorno consciente para si. Quando você respira com atenção, você sai da dispersão e volta ao centro do instante. Você deixa de alimentar por alguns momentos a ansiedade com o que ainda não aconteceu e começa a perceber que sua experiência real está aqui, agora. O corpo está aqui. A vida está aqui. A oportunidade de consciência está aqui.
É por isso que o momento presente é o mais significante. Não porque o passado e o futuro deixem de existir como referência, mas porque o único ponto em que você pode perceber, ajustar, sentir e agir é o agora. O futuro imaginado muitas vezes ganha mais força dentro da mente do que a realidade imediata. E, quando isso acontece, você passa a sofrer por projeções, por hipóteses, por construções mentais que ainda não se concretizaram. Voltar para o presente reduz essa dominância da imaginação sobre a sua paz interior.
Deixar os pensamentos fluírem, sem se cobrar, também é parte essencial desse processo. A cobrança excessiva cria mais ruído e mais tensão. Sentir não é se violentar por não conseguir “parar de pensar”. Sentir é perceber. É notar o que surge sem se afundar nisso e sem transformar esse instante em mais uma exigência. Aos poucos, você percebe que respirar e sentir formam um movimento de reconexão. E essa reconexão o aproxima do seu Eu Interior.
Agir a partir do centro
Só depois de parar, respirar e sentir vem o agir - não mais no automático, mas com consciência. O auto-policiamento das ações somado aos princípios dos padrões superiores de vida, trarão à sua vida o equilíbrio, harmonia, paz e prosperidade, já que entrarás em sintonia com os níveis mais elevados de sua consciência.
Esse agir consciente não nasce da pressa. Ele nasce da presença. Quando você passa pelo parar, pelo respirar e pelo sentir, suas ações deixam de ser mera repetição de impulsos. Você começa a se observar mais. Esse auto-policiamento das ações não deve ser entendido como dureza cega consigo mesmo, mas como vigilância consciente. É perceber o que está fazendo, de onde está partindo sua ação e que padrão você está alimentando com cada escolha.
Quando somo isso aos princípios dos padrões superiores de vida, estou apontando para uma elevação da forma como você vive, escolhe e responde. Não se trata de algo distante de você. Trata-se de alinhar a sua conduta com níveis mais elevados da sua própria consciência. E, quando esse alinhamento começa a acontecer, equilíbrio, harmonia, paz e prosperidade deixam de ser apenas ideias desejadas e passam a se tornar expressão de uma sintonia interior mais alta.
Viver em sintonia com os níveis mais elevados de sua consciência muda o modo como você atravessa as circunstâncias. As situações externas continuam existindo, os desafios continuam surgindo, mas a maneira como você se posiciona diante deles já não é a mesma. Em vez de agir por reflexo, você age a partir de um centro. Em vez de se perder no padrão inconsciente, você passa a participar mais conscientemente daquilo que faz, pensa e sente.
Reconhecer a própria natureza
"Saiba e pare para perceber que você é a centelha divina manifesta nesta densidade."
Essa percepção transforma o sentido de toda a sequência. Parar, respirar, sentir e agir conscientemente não são apenas exercícios de melhora pessoal. São formas de lembrar, pela experiência direta, quem você é. Se você é a centelha divina manifesta nesta densidade, então não está separado daquilo que busca quando procura paz, equilíbrio e harmonia. O que precisa é perceber, reconhecer e se sintonizar.
Por isso a pausa é tão importante. Ela não serve apenas para descansar a mente agitada de um mundo acelerado. Ela serve para abrir espaço para essa percepção mais profunda. Enquanto tudo acontece de forma automática, essa verdade permanece encoberta pelo excesso de movimento inconsciente. Quando você para para perceber, algo muda. Você deixa de se identificar apenas com o ruído das reações e começa a tocar uma dimensão mais essencial de si.
Você é Deus em Ação, basta se sintonizar com seu Eu Interior que é a essência da Fonte Criadora!
Essa sintonia não vem de fora para dentro. Ela se revela de dentro para fora, à medida que você se dispõe a viver com mais consciência. O despertar acontece de dentro para fora. Ninguém pode fazer essa pausa por você - mas, feita uma vez ao dia que seja, ela muda o modo como você atravessa o mundo.
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Sejamos Luz
Shietnar | Carlos de Oliveira
Missionários de Shan
Fonte de referência: Despertar — Wikipédia
Perguntas Frequentes
O que significa parar antes de agir?
Significa fazer uma pausa breve para não responder no automático. Esse momento ajuda você a perceber o que está sentindo e a escolher melhor o próximo passo.
Por que respirar e sentir são importantes nesse processo?
Porque a respiração ajuda a acalmar o corpo e a mente, trazendo você para o presente. Quando você sente o que está acontecendo, fica mais fácil entender sua reação e não apenas reagir.
Como esse método ajuda a sair do piloto automático?
Ele cria um espaço entre o impulso e a ação. Nesse espaço, você consegue reconhecer padrões inconscientes e agir com mais consciência.
O que muda quando eu ajo a partir do centro?
Suas decisões ficam mais alinhadas com quem você é de verdade. Isso reduz conflitos internos e aumenta a sensação de presença e clareza no dia a dia.