Experienciando a Vida através da Consciência
Categoria: Despertar
Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Muito se diz que com a morte não levamos nada! Ledo engano dos desinformados, pois com a libertação da Consciência do veículo corpóreo inicia-se o processo de coleta e decodificação de todos dados reg...
Muito se diz que com a morte não levamos nada!
Ledo engano dos desinformados, pois com a libertação da Consciência do veículo corpóreo inicia-se o processo de coleta e decodificação de todos dados registrados da nossa vivência terrena pela Fonte Criadora.
Quando afirmo isso, estou chamando a atenção para aquilo que realmente tem valor diante da existência. O corpo é veículo corpóreo, instrumento temporário de manifestação, meio pelo qual a Consciência atravessa a experiência terrena. Mas aquilo que foi vivido através dele não se perde. Cada percepção, cada movimento interno da consciência, cada experiência atravessada ao longo da jornada permanece registrada. A morte, portanto, não apaga a vivência; ela apenas encerra um ciclo de passagem no plano físico e dá início a outro processo, o de coleta e decodificação de tudo o que foi acumulado em forma de informação.
Portanto levamos e entregamos o bem mais valioso que possuímos, que é a informação codificada e armazenada em nossos arquivos akáshicos.
É preciso compreender a profundidade disso. Aquilo que muitos julgam precioso no mundo material não acompanha a Consciência. O que segue adiante é o conteúdo da experiência, a informação viva que foi gerada no contato com a existência encarnada. Esse é o verdadeiro patrimônio do ser. Não é algo visível aos olhos físicos, mas é o que há de mais essencial, porque representa a síntese do que foi aprendido, sentido e registrado ao longo da caminhada terrena. É isso que entregamos. É isso que permanece. É isso que tem valor diante da Fonte Criadora.
As informações contidas nas experiências reencarnatórias são a razão de tudo e do Todo.
A Fonte experimenta a criação através de você
Entenda, amado irmão: você não é uma testemunha distante do Universo, você é o próprio Universo se experimentando. A Fonte Criadora não observa a criação de longe; Ela mergulha nela através de cada uma de Suas centelhas, e você é uma delas. Cada emoção que atravessa o seu peito, cada escolha diante da dualidade, cada instante vivido no corpo físico é a maneira de a Consciência eterna se conhecer dentro de um corpo temporário. É por isso que a informação que você carrega vale mais do que qualquer bem material: ela é a própria Fonte se descobrindo através da experiência que só você pôde viver.
Quando digo que a Fonte experimenta a criação através de você, não falo de uma ideia abstrata ou distante. Falo do valor real da sua vivência. A sua passagem pela Terra não é vazia, não é acidental, não é sem propósito. Cada experiência reencarnatória contém dados únicos, e justamente por serem únicos possuem valor dentro do Todo. A Fonte Criadora decodifica aquilo que foi vivido porque é por meio dessa vivência que a criação se reconhece, se amplia e se move na grande espiral evolutiva da Consciência.
Por isso, não existe experiência sem significado dentro desse processo. O que foi vivido no silêncio interior, o que foi sentido diante das escolhas, o que foi compreendido através dos contrastes da vida terrena, tudo compõe a informação codificada que será entregue. A singularidade da sua jornada é parte da razão de tudo e do Todo. O que você viveu não pode ser substituído pela experiência de outro, porque cada consciência atravessa a criação a partir de um ponto próprio de percepção e registro.
São as experiências vivenciadas que alimentam a grande espiral evolutiva da Consciência!
Essa espiral evolutiva é alimentada pela vivência, não pela aparência da vivência. O que conta é o conteúdo extraído do percurso, é a informação gerada pela travessia da experiência. A Consciência evolui porque experimenta, registra, entrega e amplia. Sem experiência, não há dado; sem dado, não há decodificação; sem decodificação, não há expansão. É por isso que a vivência terrena tem peso tão profundo dentro do movimento da existência. Ela não é um detalhe periférico: ela é a própria matéria de alimentação da Consciência.
Sem isso nada faria sentido, seria o nada absoluto.
Essa afirmação precisa ser sentida em toda a sua dimensão. Se não houvesse experiências reencarnatórias, se não houvesse registro, coleta e decodificação daquilo que foi vivido, a própria lógica do Todo se esvaziaria. O sentido está justamente na experiência transformada em informação. O sentido está naquilo que a Consciência vive e oferece à Fonte Criadora como registro do percurso. Sem essa dinâmica, não haveria razão para a jornada, e tudo se reduziria ao nada absoluto.
O ego e a dualidade como ferramentas de aprendizado
Aqui na Terra convivem os mais diversos níveis de consciência, do mais adormecido ao mais desperto, e cada faixa de experiência tem o seu valor exato dentro da jornada evolutiva. Nada é desperdício. O ego, tantas vezes mal compreendido, é uma ferramenta: é a lente que permite à Consciência sentir a separação, atravessar a dualidade e, ao final, reconhecer que sempre foi parte do Todo. Reconhecer e compreender as diferenças, aproveitando-as como experiência, é o que transforma um dorminhoco em uma consciência serena. Não se trata de fugir da vida terrena, mas de vivê-la inteira, sabendo que cada dia comum é matéria-prima para a eternidade.
Quando observo os mais diversos níveis de consciência convivendo na Terra, vejo com clareza que a experiência de cada um tem um valor exato. O mais adormecido e o mais desperto estão ambos inseridos no mesmo grande movimento de aprendizado. Isso não significa que tudo seja igual em grau de consciência, mas significa que tudo pode ser aproveitado como experiência. A diferença entre os estados de consciência não invalida o caminho; ao contrário, oferece à própria Consciência a possibilidade de reconhecer contrastes, perceber limites, atravessar a dualidade e amadurecer no entendimento do Todo.
O ego, dentro disso, cumpre sua função. Ele permite a percepção da individualidade, da separação, do “eu” diante do outro e diante do mundo. Sem essa lente, a experiência terrena não se daria da mesma forma. É por meio dela que a Consciência experimenta a dualidade e pode, depois, reconhecer com mais lucidez aquilo que sempre foi. Assim, o ego não deve ser visto apenas como obstáculo, mas como ferramenta de travessia. O aprendizado nasce justamente da capacidade de atravessar essa condição sem se perder definitivamente nela.
Reconhecer e compreender as diferenças, aproveitando-as como experiência, é o ponto de transformação. O dorminhoco não desperta por negação da experiência, mas pelo amadurecimento dentro dela. A consciência serena nasce quando já se aprendeu a observar, viver e compreender a dualidade sem ficar aprisionado nela. A vida terrena, então, deixa de ser vista como distração e passa a ser reconhecida como campo de registro e aprendizado, como fonte direta da informação que será levada e entregue.
Desperte de dentro para fora: experimente por você mesmo
Por isso, não acredite em nada apenas porque foi dito, nem mesmo nestas palavras. O verdadeiro despertar não vem de fora, não desce pronto de uma promessa de salvação externa; ele floresce de dentro para fora, quando você se rende ao presente e permite que a experiência lhe ensine. Viva a sua própria experiência pessoal, acesse diretamente as fontes de verdadeira luz e deixe que cada vivência amplie a sua consciência. É assim, um passo de cada vez, que a espiral evolutiva gira e a ascensão deixa de ser uma teoria distante para se tornar o seu próprio caminho de volta à Fonte.
Se insisto para que você viva a sua própria experiência pessoal, é porque somente a experiência direta gera o tipo de informação que realmente transforma a consciência. O que é apenas repetido pode até ocupar a mente, mas não substitui o que foi vivido. A ampliação da consciência acontece quando a própria vivência ensina, quando o presente é assumido como campo real de aprendizado e quando o ser deixa de buscar fora aquilo que só pode florescer de dentro para fora.
Acesse diretamente as fontes de verdadeira luz e permita que a sua caminhada terrena cumpra o papel para o qual existe: gerar experiência, registrar informação e alimentar a grande espiral evolutiva da Consciência. Cada passo vivido com presença acrescenta conteúdo ao seu percurso. Cada experiência assimilada amplia a compreensão do Todo. Cada instante verdadeiramente vivido deixa de ser apenas passagem e se torna registro valioso dentro dos arquivos akáshicos.
Que cada experiência sua seja luz que alimenta o Todo. Viva intensamente, pois é vivendo que a Consciência se torna livre.
Sejamos Luz!
Shietnar / Carlos de Oliveira
Missionários de Shan
Fonte de referência: Despertar — Wikipédia
Perguntas Frequentes
O que significa “experienciar a vida através da consciência”?
Significa perceber a vida não só pelo corpo e pelos acontecimentos externos, mas também pela forma como a mente e a consciência interpretam tudo isso. A ideia central é que nossas experiências deixam registros importantes em nosso interior.
Segundo o artigo, o que acontece após a morte?
O texto sugere que a consciência se liberta do corpo e passa por um processo de coleta e leitura dos registros da vida terrena. Em outras palavras, nada do que foi vivido seria simplesmente perdido.
Por que o autor afirma que “com a morte não levamos nada” é um engano?
Porque, na visão apresentada, vivências, aprendizados e registros da experiência humana continuam ligados à consciência. Assim, a vida não seria apagada, mas compreendida e integrada em outro nível.
Como essa visão pode mudar a forma de viver o presente?
Ela incentiva mais atenção às escolhas, aos sentimentos e ao modo como vivemos cada experiência. Se tudo é registrado pela consciência, cada momento ganha mais valor e responsabilidade.