Canalização Genluz: Reencarnação
Categoria: Despertar
Por Carlos de Oliveira (Shietnar)
Saudo-vos na luz Amados Irmãos e Irmãs desta jornada em Shan!...
Saudo-vos na luz Amados Irmãos e Irmãs desta jornada em Shan!
Muito se há falado, inclusive durante milhares de anos, sobre os projetos reencarnatórios.
Este falar contínuo sobre a reencarnação nasce do próprio impulso da consciência em compreender sua origem, seu percurso e a razão de suas passagens pelos diversos estados de manifestação. Em Shan, este tema não pode ser visto de forma isolada, como se dissesse respeito apenas ao reino humano ou somente à experiência de nascer, viver e deixar um corpo. Ele pertence a uma organização muito maior, onde cada projeto planetário se desenvolve dentro de leis, ritmos e necessidades que servem ao avanço da própria consciência.
Importante é saber que há diversos reinos de manifestação em um projeto planetário, onde Shan não se exime destes processos.
Quando assim afirmo, aponto para uma estrutura viva e organizada, onde a manifestação não ocorre ao acaso. Cada reino possui função, campo de experiência e formas próprias de expressão. Ainda que, para os olhos humanos, muitas vezes pareçam compartimentos separados, estes reinos participam de um mesmo projeto, colaborando para que as centelhas divinas encontrem meios adequados para suas vivências dentro da escada evolutiva de retorno ao Tudo o que É.
Toda fisicalidade que conheceis foram criados e transformados pelo controle absoluto da matéria em que os engenheiros siderais de diversas raças deste universo tem total controle e sincronia com a criação mais pura de almas para início de seus ciclos evolutivos.
Isto vos mostra que a matéria não é um elemento sem direção, nem uma massa desprovida de inteligência organizadora. A fisicalidade serve ao propósito da experiência. Ela é estruturada de modo a receber a consciência em determinados graus de manifestação, de acordo com o momento físico de cada projeto. Assim, os corpos, os ambientes e as condições de expressão em cada reino existem em sintonia com a necessidade evolutiva da centelha que ali ingressa.
Toda centelha divina é criada no plano mais alto da escala vibracional energética sendo totalmente pura neste estado original, sendo um verdadeiro espelho divino da Fonte Criadora.
Neste estado original, não há confusão quanto à sua natureza. A pureza da centelha não é conquista posterior; é condição de origem. O que se dá ao longo dos ciclos não é a criação dessa pureza, mas o despertar da consciência para aquilo que já traz em essência. A jornada pelos reinos e pelas experiências não altera a realidade mais alta da centelha; antes, oferece condições para que ela, por si mesma, forme consciência sobre sua própria condição e amplie seus horizontes de conhecimentos vivências cada vez mais amplas.
Através dos processos designados por consciencias angelicais, cada centelha é direcionada para um nível de manifestação em todos cantos da criação, aproveitando-se do momento físico de cada projeto.
Há, portanto, direção, adequação e correspondência. O encaminhamento da centelha considera o momento do projeto e o nível de manifestação necessário para a experiência. Isto revela uma perfeição de ordem, na qual nada se resume a deslocamentos arbitrários. A consciência é conduzida para onde possa vivenciar aquilo que lhe será útil dentro de seu ciclo, em conformidade com as características do reino em que irá manifestar-se.
Dentro de tal perfeição, reinos, com diversas características de manifestação recebem estas centelhas para vivenciarem suas experiências dentro da escada evolutiva de retorno ao Tudo o que É.
Esta escada evolutiva não deve ser compreendida apenas como passagem mecânica de um ponto a outro. Ela representa o amadurecimento da consciência por meio da experiência. Cada vivência contribui para a formação de entendimento, percepção e responsabilidade. O retorno ao Tudo o que É, assim, não ocorre por simples deslocamento entre planos, mas pelo crescimento consciencial que permite à centelha reconhecer, sustentar e manifestar mais plenamente sua própria realidade.
Os reinos de manifestação em Shan
Para compreensão da raça humana manifesta em Shan, falaremos daqueles reinos que são de conhecimento atual de vossa raça.
O Reino Animal, Vegetal, Dévico, Mineral, Aquático e Humano são as manifestações primárias ou principais em Shan e são projetos, que apesar de se interligarem, tem total independência de monitoramento e comando.
É importante perceber esta dupla condição: interligação e independência. Interligam-se porque pertencem ao mesmo projeto planetário e porque a vida em Shan se expressa em relação entre campos diversos de manifestação. Mas possuem independência de monitoramento e comando porque cada reino guarda natureza própria, finalidade específica e dinâmica compatível com as experiências que acolhe. Assim, não se deve reduzir um reino ao prolongamento do outro, nem supor que todos obedeçam ao mesmo modo de funcionamento, embora todos se integrem na ordem maior do projeto.
Regra básica é que cada consciência pode optar por vivenciar em qualquer reino para experiências, porem fato que que cada consciência, a medida que evolui, adquire certas características energéticas e conscienciais que impedem sua manifestação em reinos mais densos que seu momento atual a medida que seus diversos corpos evoluem.
Aqui reside uma chave importante para o entendimento dos projetos reencarnatórios. A possibilidade de optar por experiências em qualquer reino não significa ausência de correspondência vibracional. A própria evolução da consciência estabelece limites naturais para sua manifestação. À medida que seus diversos corpos evoluem, certas condições anteriores deixam de ser compatíveis com seu estado atual. Não se trata de punição, mas de consequência da própria expansão consciencial e energética. O que antes poderia servir à aprendizagem já não responde mais ao grau alcançado.
Isto vos permite compreender que a trajetória da consciência não se mede apenas pelo desejo de experimentar, mas também pela condição real de sustentar determinada manifestação. O avanço traz responsabilidades e também impossibilidades naturais em relação aos reinos mais densos. A evolução, portanto, não apenas amplia horizontes; também redefine o campo possível de experiência.
Reinício consciencial e re-harmonização
No entanto, como regra, também existem condições onde a consciência perversa, totalmente contrária às leis harmônicas da criação, depois de diversas tentativas de restauração para o equilíbrio da dualidade onde se manifesta, são submetidos ao processo de reinício consciencial através da imposição de retomada de corpos densos e de menor manifestação consciencial para que novas experiências lhe dê condições de se re-harmonizar com os princípios da dualidade, sendo possível seguir os planos evolutivos com maior eficácia e melhor aproveitamento de sua experiência.
Este ponto exige ser visto com seriedade e precisão. Não se fala aqui de um desvio simples ou de dificuldades comuns da vivência na materialidade, mas de uma condição de perversão consciencial totalmente contrária às leis harmônicas da criação. Antes de qualquer reinício consciencial, há diversas tentativas de restauração para o equilíbrio da dualidade onde tal consciência se manifesta. Isto demonstra que o propósito primeiro é sempre a restauração do equilíbrio.
Quando estas tentativas não produzem o necessário retorno aos princípios harmônicos, a retomada de corpos densos e de menor manifestação consciencial surge como processo de recomeço. Não é mera regressão sem propósito, mas oportunidade de novas experiências para re-harmonização. Pela densidade e pela limitação desses corpos, a consciência volta a encontrar condições mais elementares para reaprender os princípios da dualidade e, assim, seguir os planos evolutivos com maior eficácia e melhor aproveitamento de sua experiência.
Reencarnação, Kharma e Dharma
A reencarnação é um processo intrínseco a evolução da consciência, trazendo das experiências a formação e despertar de sua consciência para horizontes de conhecimentos vivências cada vez mais amplas.
Por ser intrínseco, este processo não é acessório nem acidental. Ele participa diretamente do despertar da consciência. O que a consciência recolhe das experiências não é apenas memória de fatos, mas formação. Cada passagem contribui para ampliar seu campo de compreensão, seu discernimento e sua capacidade de reconhecer a si mesma em relação ao que viveu. É por isso que a reencarnação deve ser entendida como instrumento da própria evolução consciencial.
Como parte deste processo está o processo chamado em Shan de Kharma e Dharma, dando condições a consciência de aprendizagem pelo reparo de sua conduta como manifesta.
Kharma e Dharma, dentro do que aqui vos foi dado, devem ser vistos como condições de aprendizagem. Pelo reparo de sua conduta como manifesta, a consciência encontra meios de corrigir, ajustar e recompor aquilo que em sua manifestação se afastou do equilíbrio necessário. Não se trata apenas de sofrer efeitos, mas de aprender por meio do reparo. O processo, portanto, tem função pedagógica dentro da experiência reencarnatória, favorecendo que a conduta se alinhe com o avanço consciencial buscado.
O cessar do ciclo reencarnatório
O ciclo reencarnatorio cessa no momento em que a consciência tomou ciência de que é uma consciência cósmica livre e já é capaz de não se permitir envolver pelas características emocionais de sua vivência dentro da materialidade, partindo então para novos aprendizados em que manifestar-se em corpo físico com a perda temporária de sua memória é apenas uma opção.
Tomar ciência de que é uma consciência cósmica livre é mais do que aceitar uma ideia. É alcançar um estado em que esta verdade passa a sustentar a forma como a consciência se relaciona com a materialidade. Enquanto as características emocionais de sua vivência dentro da materialidade ainda a envolvem e a determinam, o ciclo reencarnatório permanece como necessidade de aprendizagem. Quando, porém, a consciência já é capaz de não se permitir envolver por tais características, abre-se outro campo de aprendizado.
Neste novo momento, manifestar-se em corpo físico com a perda temporária de sua memória é apenas uma opção. A experiência física deixa de ser imposição do ciclo e passa a ser possibilidade dentro de horizontes mais amplos de atuação e aprendizagem. Isto altera completamente a relação da consciência com a própria reencarnação, pois o que antes era instrumento necessário de formação torna-se escolha diante de novos propósitos.
Galgará então a consciência a manifestação sem limites de tempo, espaço ou dimensão, vivenciando novas atividades onde, integrado a consciência coletiva superior, o cuidar é o caminho que mais irá harmonizar-se com seus novos horizontes evolucionais.
Nesta condição, a consciência não mais se vê restringida aos marcos que caracterizam a experiência reencarnatória comum. A manifestação sem limites de tempo, espaço ou dimensão assinala ampliação real de atuação. Integrado a consciência coletiva superior, o cuidar torna-se caminho de harmonização com seus novos horizontes evolucionais. Isso indica que a expansão da consciência não a afasta do serviço à vida; ao contrário, a coloca em novas atividades nas quais o cuidar se alinha ao grau alcançado.
Vos deixo em cobertura de Luz Fraterna!
EU SOU Genluz
Canalizado por: Shietnar | Carlos de Oliveira
Missionários de Shan
Fonte de referência: Despertar — Wikipédia
Perguntas Frequentes
O que a Canalização Genluz entende por reencarnação?
A reencarnação é apresentada como parte de um caminho maior da consciência, que busca aprender e evoluir ao longo de diferentes experiências. Não é vista apenas como um evento isolado, mas como algo ligado à trajetória espiritual do ser.
Por que esse tema é tão recorrente ao longo da história?
Porque muitas pessoas sentem a necessidade de entender de onde vieram, por que estão aqui e para onde vão. Esse interesse acompanha a busca humana por sentido, continuidade e propósito.
Como a reencarnação é abordada neste artigo?
O texto trata o assunto dentro de uma visão espiritual mais ampla, associada à jornada da consciência em Shan. A ideia central é mostrar que cada existência faz parte de um processo de aprendizado e transformação.
O que o leitor pode esperar ao refletir sobre esse tema?
O leitor pode encontrar uma visão mais profunda sobre sua própria trajetória e sobre o valor das experiências vividas. Isso pode ajudar a olhar a vida com mais presença, responsabilidade e abertura para o crescimento.